
O presidente estadunidense, Donald Trump, comunicou a governantes europeus sua determinação inabalável em prosseguir com a estratégia de obter o domínio sobre a Groenlândia. A postura agressiva intensificou o clima de instabilidade diplomática às vésperas do Fórum Econômico Mundial, sediado em Davos. Antes de cruzar o oceano, entretanto, a delegação de Washington enfrentou um percalço logístico que retardou o cronograma oficial.
Conforme reportado pelo periódico Daily Mail, o republicano enfatizou que “não há volta atrás” quanto às suas intenções sobre a ilha ártica — uma região autônoma vinculada à Dinamarca que possui relevância crucial nos âmbitos bélico e geográfico.
A aeronave presidencial, um Boeing 747, iniciou o trajeto na noite de terça-feira (20), mas foi obrigada a regressar à Base de Andrews, em Maryland, após cerca de 60 minutos de voo. O comando da missão detectou uma falha nos sistemas elétricos, descrita como leve, mas que exigiu o aborto da travessia transatlântica.
A sede do governo americano esclareceu que a manobra visou garantir a segurança total dos passageiros. Trump retomou o percurso em um avião reserva, com uma previsão de desembarque na Suíça com três horas de defasagem, segundo estimativas de Scott Bessent, secretário do Tesouro.
O imprevisto técnico não suavizou o tom do presidente. Ao conversar com a imprensa antes da segunda decolagem, ele previu que a jornada seria “interessante” e “bem-sucedida”, ignorando o mal-estar gerado entre membros da Otan por suas pretensões territoriais.
A obstinação de Washington em comprar a Groenlândia provocou repúdio imediato em capitais europeias, que interpretam o movimento como um risco à coesão das alianças transatlânticas.
Durante um encontro com jornalistas na Casa Branca, ao ser indagado sobre os limites de suas ambições, Trump foi enigmático: “Vocês vão descobrir”.
A tendência é que ele aproveite o palanque suíço para constranger aliados em pontos sensíveis. O presidente disparou críticas diretas a Keir Starmer, chefe de governo britânico, sugerindo que ele deveria “colocar a casa em ordem” ao citar falhas na gestão migratória e energética do Reino Unido. Emmanuel Macron, líder francês, também foi alvo, com Trump afirmando que a França lida com “muitos problemas”.
Além disso, o americano exortou Londres a abandonar a energia eólica em favor da extração intensiva de combustíveis fósseis no Mar do Norte, replicando sua visão pró-petróleo.
Pela plataforma Truth Social, Trump confirmou sua presença no evento global e reforçou sua autoridade ao iniciar o novo voo:
“Os Estados Unidos estarão bem representados em Davos, por mim”, publicou.
Ele ainda traçou paralelos entre a investida na Groenlândia e o que chamou de "fraqueza estratégica" do Reino Unido em decisões globais recentes.