Saiba quais ministros devem deixar governo Lula para disputar as eleições

Composição de ministérios do Governo Federal deve sofrer alterações em breve visando eleições

22/01/2026 às 11h45
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Palácio do Planalto - Reprodução: Tripadvisor
Palácio do Planalto - Reprodução: Tripadvisor

A aproximação do limite estipulado pela legislação para a saída de cargos públicos deve desencadear uma profunda reorganização no núcleo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o mês de abril, existe a possibilidade de que 17 dos 38 chefes de pastas abandonem suas funções para participar do pleito eleitoral deste ano, em cumprimento às normas de desincompatibilização.

A estratégia traçada pela cúpula do Palácio do Planalto visa transformar a Esplanada em um trampolim político para consolidar o apoio parlamentar, com o olhar atento à viabilização de um futuro quarto mandato para Lula.

Um dos ajustes mais delicados envolve Gleisi Hoffmann (PT-PR), atual titular da Secretaria de Relações Institucionais. Na última quarta-feira (21), ela oficializou sua pré-candidatura ao Senado pelo Paraná, movimento que torna seu afastamento obrigatório.

Ainda não há um veredito sobre quem herdará a gestão política. Embora o nome natural seja o do secretário-executivo Marcelo Costa, a nomeação segue em aberto. Originalmente, Gleisi planejava retornar à Câmara dos Deputados, mas mudou a rota por solicitação do próprio presidente, que almeja fortalecer a bancada petista no Senado e frear o avanço da ala ligada a Jair Bolsonaro (PL).

O destino do ministro da Fazenda também está sob análise. Apesar de Fernando Haddad (PT-SP) negar publicamente o desejo de concorrer, Lula estuda utilizá-lo como peça-chave na disputa pelo Senado ou pelo Governo de São Paulo. Se a transição ocorrer, Dario Durigan, hoje número dois da pasta, é o favorito para a sucessão.

O influente ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), é outro nome que pode se despedir do Executivo. Ele circula como forte candidato ao Senado ou até a um retorno na disputa estadual baiana. Caso saia, Miriam Belchior, secretária-executiva, deve assumir as rédeas da pasta.

Simone Tebet (MDB) também sinaliza um retorno às urnas para buscar uma cadeira no Senado. Devido à conjuntura política no Mato Grosso do Sul, aliados sugerem que ela dispute o pleito por São Paulo. O assessor especial Bruno Moretti surge como possível substituto no Ministério do Planejamento.

Mudanças na Comunicação e em Outras Áreas

Sidônio Palmeira, à frente da Comunicação, deixará o posto para focar na coordenação da campanha de reeleição de Lula. Por não ser candidato, seu prazo é flexível. Já Anielle Franco (Igualdade Racial) planeja buscar uma vaga na Câmara dos Deputados.

No cenário paulista, há a hipótese de Geraldo Alckmin (PSB) concorrer ao Governo de São Paulo, especialmente se Tarcísio de Freitas mirar a Presidência. Independentemente disso, Alckmin pode deixar o Ministério do Desenvolvimento (MDIC), abrindo caminho para Márcio Elias Rosa.

Margareth Menezes, Camilo Santana e Mais Saídas

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, tem sido encorajada — inclusive pela primeira-dama Janja — a pleitear uma vaga como deputada federal. Já Camilo Santana (Educação) sofre pressão para disputar o Governo do Ceará, embora resista à ideia.

Outros nomes que já indicaram intenção de saída para o pleito incluem:

  • Jader Filho (Cidades) e André de Paula (Pesca).

  • Silvio Costa Filho (Portos) e Waldez Góes (Integração).

  • Marina Silva (Meio Ambiente): cotada para o Senado por SP.

  • Renan Filho (Transportes): confirmado para a disputa em Alagoas.

  • Sônia Guajajara (Povos Indígenas): buscará reeleição na Câmara por SP.

  • Carlos Fávaro (Agricultura): foca no Senado pelo Mato Grosso.

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