Trump alega ter firmado acordo com a OTAN sobre a Groenlândia

Presidente dos EUA diz que entendimento envolve segurança no Ártico e levou à suspensão de tarifas contra países europeus

22/01/2026 às 12h28
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Presidente Donald Trump - Reprodução: Reuters/Carlos Barria
Presidente Donald Trump - Reprodução: Reuters/Carlos Barria

O chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, comunicou nessa quarta-feira (21) que Washington e a Otan estabeleceram as bases de um futuro pacto concentrado na Groenlândia e na estabilidade geopolítica do Ártico. O anúncio sucedeu um encontro com Mark Rutte, secretário-geral da coalizão militar.

Trump ressaltou que o consenso beneficia tanto os EUA quanto o conjunto de nações da aliança. Embora tenha mantido os detalhes sob sigilo, pontuou que os diálogos focam na soberania defensiva e no posicionamento estratégico na região polar.

Como reflexo da evolução diplomática, o republicano recuou da ameaça de sobretaxar em 10% as importações de Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia. As sanções econômicas, que seriam impostas a partir de 1º de fevereiro devido à resistência desses países aos planos americanos na ilha, foram canceladas.

O presidente também mencionou tratativas sobre o projeto militar “Domo de Ouro” vinculado à Groenlândia. A iniciativa visa criar um escudo capaz de neutralizar projéteis direcionados ao solo americano, embora especificações técnicas não tenham sido reveladas.

Através de seus canais digitais, Trump delegou a condução das tratativas ao vice JD Vance, ao secretário de Estado Marco Rubio e ao emissário Steve Witkoff. O grupo responderá diretamente ao Salão Oval. Em declaração subsequente, o presidente prometeu esclarecer as cláusulas do ajuste futuramente e profetizou que a união durará “para sempre”.

A Postura da Otan e o Fator Geopolítico

Um representante da Otan esclareceu que a prioridade da aliança é a proteção coletiva do Ártico, priorizando os sete membros com territórios na zona. Segundo o porta-voz, o eixo formado por Copenhague, Nuuk e Washington agirá para bloquear qualquer tentativa de influência da Rússia ou da China na localidade.

Anteriormente, no Fórum Econômico Mundial em Davos, Trump assegurou que não utilizará meios bélicos para dominar a Groenlândia, apesar de manter o interesse na compra do território. No palco suíço, ele disparou críticas contra o bloco europeu, classificou a Dinamarca como “ingrata” e defendeu que a ilha deveria ser posse americana desde o término da Segunda Guerra Mundial, período em que unidades dos EUA guardaram o local contra os nazistas.

Mesmo com o otimismo de Trump, o Executivo da Dinamarca voltou a enfatizar que não existem conversas nem intenção de comercializar a soberania da Groenlândia.

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