Nipah x Covid: saiba as principais diferenças entre os vírus e veja nota da OMS sobre o surto na Índia

Casos confirmados em profissionais de saúde reacendem alerta internacional, mas OMS avalia risco global como baixo e destaca diferenças cruciais em relação ao coronavírus

31/01/2026 às 15h01
Por: Mateus Pereira Fonte: Veja
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Fotos: Reprodução | Internet
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Autoridades de saúde da Índia confirmaram neste mês dois casos de infecção pelo vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, no leste do país. Os pacientes são profissionais da área da saúde: um homem, que já se recupera, e uma mulher, que permanece em estado grave. Segundo o Ministério da Saúde indiano, não há, até o momento, registros de transmissão para outras pessoas.

Em nota divulgada na última quinta-feira (29), a Organização Mundial da Saúde informou que o risco nacional, regional e global segue baixo e que “não há evidências de aumento da transmissão de pessoa para pessoa”. A entidade também ressaltou que a Índia já demonstrou capacidade para gerenciar surtos do vírus em ocasiões anteriores, com medidas de saúde pública sendo adotadas de forma conjunta por autoridades nacionais e estaduais.

A OMS, no entanto, classificou o risco regional em Bengala Ocidental como moderado devido à presença de reservatórios naturais do vírus, como morcegos frugívoros. Ainda assim, considera baixa a possibilidade de disseminação para outros estados indianos ou para outros países, já que a transmissão entre humanos é rara e costuma se restringir a ambientes hospitalares ou a contatos familiares próximos.

As diferenças entre o Nipah e o Covid-19

Especialistas apontam diferenças importantes entre o Nipah e o SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19. Enquanto o coronavírus se espalha com facilidade pelo ar, o Nipah exige contato mais próximo e prolongado, geralmente associado a fluidos corporais ou a alimentos contaminados por morcegos. Além disso, a alta taxa de letalidade do Nipah, estimada entre 40% e 75%, reduz sua capacidade de disseminação, já que muitos pacientes evoluem rapidamente para quadros graves.

Segundo a OMS, não há vacina licenciada nem tratamento específico contra o vírus Nipah. O manejo clínico é baseado em tratamento de suporte precoce, com atenção especial a complicações respiratórias e neurológicas. A organização reforça a importância da prevenção, do controle rigoroso de infecções em serviços de saúde e da vigilância contínua, destacando que segue trabalhando em parceria com as autoridades indianas para monitorar a situação.

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