Felca publica carta aberta ao Ministério Público e propõe disque-denúncia nacional para combater maus-tratos a animais: “Insistamos no assunto”

Após morte do cão Orelha, youtuber quer canal 24h, anônimo e com banco de dados unificado para pressionar o Ministério da Justiça

19/02/2026 às 13h40
Por: Mateus Pereira
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Fotos: redes sociais
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O youtuber Felca anunciou uma campanha para criar um canal nacional de disque-denúncia voltado exclusivamente a casos de maus-tratos a animais. A mobilização surgiu após a repercussão da morte do cão Orelha, agredido por adolescentes em Florianópolis, e já conta com um abaixo-assinado online para pressionar o Ministério da Justiça a implementar o serviço de forma permanente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o influenciador explicou que a proposta prevê atendimento 24 horas por dia, com possibilidade de denúncia anônima. Segundo ele, o canal permitiria registro rápido das ocorrências, triagem especializada e encaminhamento imediato aos órgãos competentes, como Polícia Civil, fiscalização municipal e serviços veterinários.

A iniciativa também sugere a centralização das informações em um banco de dados nacional sobre maus-tratos, o que possibilitaria mapear ocorrências, identificar reincidências e até registrar denúncias preventivas, antes da consumação do crime.

Felca argumenta que o modelo atual dificulta a responsabilização. Hoje, quem presencia um caso precisa acionar o 190, registrar boletim de ocorrência e reunir provas, muitas vezes em situação de flagrante. Para ele, um canal específico tornaria o processo mais acessível e aumentaria a efetividade das intervenções.

O youtuber ainda citou dados sobre a proteção animal no Brasil. De acordo com levantamento da organização World Animal Protection, o país recebeu nota “D” em índice internacional de bem-estar animal, e cerca de 13 casos de maus-tratos são registrados por dia.

Segundo Felca, a comoção em torno de episódios isolados não é suficiente para promover mudanças estruturais. Por isso, ele pretende reunir 200 mil assinaturas na petição para que o Ministério da Justiça analise oficialmente a criação do canal. “A ideia é transformar indignação em política pública”, afirmou.

 
 
 
 
 
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