O que mais Madonna tem a nos confessar?

Cantora anuncia para julho o lançamento de “Confessions II”, seu 15º álbum de estúdio

15/04/2026 às 21h57 Atualizada em 16/04/2026 às 03h32
Por: Flávio Melo
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Foto: Rafael Pavarotti
Foto: Rafael Pavarotti

O anúncio oficial do lançamento de “Confessions II” acordou o mundo de uma espera de sete anos sem a rainha do pop lançar um novo álbum de músicas inéditas. E, mesmo com o lançamento agendado somente para julho, ele já chega com cheiro de pista de dança repleta de luzes cintilantes antes mesmo da primeira batida tocar. É como se alguém falasse ao ouvido: se arrume, pois vem aí mais um capítulo de uma história que está longe de terminar.

Para alguns, trata-se de uma continuação. Para outros, um novo trabalho que nasce como herdeiro direto de “Confessions on a dance floor”, que, em 2005, costurava as faixas sem intervalos, como se Madonna estivesse recitando seu diário, sem deixar o fôlego cair. Ali, a música pop ganhou um novo sentido e reencontrou o poder da dança como narrativa. Agora, duas décadas depois, a proposta volta com ares de ritual. Não por acaso, a própria artista, ao comentar sobre o novo projeto, cita corpo, celebração, espiritualidade e dança como cura para todas as dores.

Em tempos apressados e fragmentados, um álbum pensado para ser ouvido do início ao fim soa como um convite à presença. E, se depender de Stuart Price, que ajudou a criar o conceito da obra original, a experiência será um equilíbrio entre presente e nostalgia.

Prestes a completar 68 anos, Madonna segue ocupando um lugar que ninguém conseguiu replicar. Desde os anos 1980, quando transformou provocação em linguagem pop, suas reinvenções desafiaram expectativas, e sua trajetória nunca foi linear. Houve fases silenciosas e introspectivas, mas também hiperbólicas e triunfantes. E talvez esse seja o segredo de tantos anos em um reinado: ser, a cada momento, a mulher que precisa ser.

O que esperar de “Confessions II”, então? Não se trata de repetir o passado, mas de revisitá-lo com outro olhar. Um disco que respeita suas origens, mas que conversa com o momento. Que aposta mais na imersão do que na fabricação de hits.

Madonna não está apenas retornando às pistas. Ela está dizendo ao mundo que ainda quer e pode dançar. E, quando a música começar, diferentes gerações entenderão a mensagem que ela nunca deixou de transmitir: confessar-se é um ato de libertação.

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Flávio Melo
Sobre o blog/coluna
Flávio Melo Jornalista - MTB 87099/SP

Formado pela Cásper Líbero, é crítico especializado em TV, cinema, streaming e música, além de cronista, criador de conteúdo, podcaster e pesquisador de teledramaturgia.
É um dos idealizadores, apresentadores e roteirista do "Pod tudo e + um pouco!", canal de entrevistas no YouTube com mais de 90 mil inscritos.

Sua coluna no Instagram (@colunaflaviomelo), dedicada à análise de produções audiovisuais, reúne mais de 80 mil seguidores.
Já participou, como convidado, do "Link podcast" (Record Digital), comentando reality shows, e do extinto "Tarde top" (Rede Brasil).

Atualmente, é colunista e redator do Portal e Canal Felipeh Campos e comentarista de cultura, entretenimento e celebridades nos programas "Papo em dia" (Rede Brasil) e "Altos papos" (Rádio Capital), apresentado por Nani Venâncio.

"Ao longo da minha trajetória como comunicador, realizei mais de 100 entrevistas com personalidades de diferentes áreas."
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