
A atriz Leandra Leal usou as redes sociais nesta quinta-feira (14) para comentar a repercussão de uma declaração feita por Juliano Cazarré durante participação em um programa da GloboNews. O ator afirmou, ao vivo, que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres” no Brasil, informação que contraria dados oficiais sobre feminicídio e violência contra a mulher.
Depois da repercussão do caso, Leandra publicou um vídeo no Instagram defendendo que programas jornalísticos e debates televisivos façam checagem de fatos em tempo real para impedir a propagação de informações falsas.
A publicação rapidamente repercutiu entre artistas e personalidades da televisão. A atriz Dira Paes resumiu a situação em uma palavra: “Urgente”. Já Camila Pitanga elogiou diretamente o posicionamento da colega. “Excelente”, comentou.
O ator Mateus Carrieri também criticou a declaração feita por Cazarré e afirmou que a informação deveria ter sido contestada imediatamente durante o programa. “Ainda bem que o dado apresentado foi tão absurdo que levantou muita indignação de todos após o programa! E você tá completamente certa! Deveria ter sido questionado na hora da fala”, escreveu.
Outros famosos também deixaram mensagens em apoio à atriz, entre eles Letícia Spiller, Alexandre Nero e Carol Castro.
No vídeo publicado nas redes sociais, Leandra Leal afirmou que o combate à desinformação precisa acontecer no momento em que a fake news surge, especialmente em programas transmitidos ao vivo.
“Como é que a gente vai lidar com a fake news? Como é que a gente vai combater a fake news? Eu acho que uma das coisas que a gente tem que fazer é interferir no momento que ela começa. Então, eu gostaria de pedir um comportamento do jornalismo brasileiro que é, sim, de interferir quando uma fake news está acontecendo, principalmente em programas de debate”, declarou.
Na sequência, a atriz reforçou que divergências de opinião fazem parte de debates públicos, mas afirmou que dados distorcidos não podem ser tratados como verdade. “Programa de debate é normal que uma pessoa apresente um dado para comprovar o seu ponto de vista, mas o jornalismo não pode permitir que sejam apresentados dados distorcidos, que não são reais, não são verdadeiros”, disse.
Ainda durante o desabafo, Leandra chamou atenção para o efeito das redes sociais na amplificação de informações falsas exibidas na televisão.
“É muito perigoso quando um dado distorcido é colocado dentro de um programa de TV e depois ele é replicado, amplificado pela internet e ele começa a ganhar uma roupagem de como se ele fosse verdadeiro. E não é. Fake news é fake news. Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade”, concluiu.