Moraes autoriza advogados de Bolsonaro a acompanhá-lo em depoimento sobre arma

A manifestação do ex-presidente ocorre no âmbito de uma apuração aberta para averiguar a situação de um armamento de sua propriedade

23/06/2026 às 12h07
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Ton Molina/STF
Reprodução: Ton Molina/STF

O magistrado Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deferiu o requerimento para que a equipe jurídica de Jair Bolsonaro (PL) presencie o interrogatório agendado para esta terça-feira (23), conduzido pela Polícia Civil do Distrito Federal. O ministro assegurou aos defensores o direito de se reunirem com o ex-mandatário por tempo indeterminado, além de prestar assistência direta ao longo de toda a inquirição.

A manifestação do ex-presidente ocorre no âmbito de uma apuração aberta para averiguar a situação de um armamento de sua propriedade, localizado em posse de um de seus guarda-costas durante uma fiscalização de trânsito. O procedimento está marcado para as 15h e ocorrerá na casa de Bolsonaro, local onde ele se encontra sob regime de prisão domiciliar.

Moraes formalizou a concessão excepcional em sua decisão:

“Autorizo, excepcionalmente, a extensão do tempo de visita dos advogados regularmente constituídos de Jair Messias Bolsonaro, a partir das 14h00 do dia 23/6/2026 (terça-feira), ‘para fins de preparação para a oitiva’, conforme requerido, podendo acompanhar o custodiado na oitiva que será realizada no Inquérito Policial nº 672/2026-17°DP".

O despacho do tribunal também detalha que os advogados possuem a prerrogativa de realizar visitas cotidianas ao político, abrangendo sábados, domingos e datas comemorativas, na faixa horária das 8h20 às 18h, respeitando o limite padrão de meia hora por entrada.

Contexto do Flagrante e Versão da Defesa

A Abordagem: Conforme dados repassados pela Agência Brasil, a apreensão do revólver sucedeu na última semana, após a interceptação de um veículo Honda Civic em uma barreira policial montada no Pistão Norte, na região de Taguatinga.

Identificação: Na ocasião, o condutor declarou exercer funções no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e revelou que a arma de fogo pertencia ao antigo chefe do Executivo federal.

A Justificativa: Levado à unidade policial, o funcionário esclareceu que o item havia sido confiado a ele temporariamente devido a um defeito mecânico. Ele pontuou que havia recolhido a pistola estritamente para providenciar a manutenção, planejando devolvê-la no amanhecer do dia seguinte.

Legalidade do Objeto: Na esteira do ocorrido, o comitê jurídico de Bolsonaro confirmou a titularidade do armamento, reforçando que ele havia sido entregue ao agente unicamente para reparação técnica. Os defensores destacaram que não pesa sobre o ex-presidente nenhuma restrição legal de salvaguardar o equipamento em seu domicílio.

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