
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), fez um discurso marcado por críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, realizada no último domingo (28), em Buenos Aires. No evento promovido pela Fundação dos Aliados de Israel e pela Amigos Americanos dos Acordos de Abraão, o parlamentar classificou Lula como antissemita.
Ao citar a declaração feita pelo presidente em 2024, quando comparou a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto, Flávio afirmou: “Lula é antissemita”, acusando o chefe do Executivo de alimentar sentimento de hostilidade contra o povo judeu.
Durante o pronunciamento, o senador também apresentou promessas para um eventual governo. Entre elas, afirmou que pretende transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. “Em primeiro dia (de governo), receberei as credenciais de novo embaixador de Israel em Brasília”, declarou, ao elogiar a diplomacia israelense.
Flávio ainda defendeu uma aproximação entre Brasil e Argentina caso vença as eleições. “Quero terminar dizendo algo que falei na semana passada, na Marcha para Jesus: a partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca”, afirmou.
O senador também demonstrou otimismo em relação ao cenário político na América do Sul, citando recentes vitórias de candidatos de direita em países da região e dizendo acreditar em uma "onda azul" no continente.
Ao encerrar o discurso, Flávio declarou que pretende retornar ao evento em 2027 para anunciar a adesão do Brasil aos chamados Acordos de Isaac, iniciativa diplomática apoiada pelo presidente argentino Javier Milei e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. “Venho aqui para dizer. Quero estar de volta em 2027 para afirmar a adesão do Brasil aos Acordos de Isaac, ao lado do presidente Milei. E quem sabe ao lado do presidente Jair Bolsonaro”, concluiu.