
Carlos Massa, amplamente conhecido como Ratinho, voltou a usar seu espaço televisivo para rebater os ataques que sofre por conta de suas falas no ao vivo. Durante um bate-papo com o comediante Dedé Santana, o veterano argumentou que a era do “politicamente correto” engessou o humor, alegando que “não pode mais brincar” na televisão.
O assunto veio à tona após episódios recentes que colocaram o comunicador no centro de polêmicas e até mesmo na mira do Ministério Público, a exemplo de uma declaração direcionada ao cantor Thiago Piquilo. Ao interagir com Dedé na última terça-feira (25), o apresentador comparou a liberdade de outrora com a rigidez atual:
“Olha Dedé, no seu tempo de Trapalhões, a gente podia brincar à vontade. Agora, você não pode brincar mais.”
Na sequência, o titular da atração externou sua frustração com a repercussão digital de suas declarações:
“Qualquer coisa que você fala na televisão, em especial no programa ao vivo… Qualquer brincadeira que eu faço, as pessoas já colocam lá: ‘Ratinho misógino’, que eu nem sei o que é essa porra, ‘Ratinho homofóbico’… Colocam na rede social… No meu programa é tudo na brincadeira”. Esta não é uma reclamação isolada do comunicador. Semanas antes, ele já havia disparado contra o que rotulou de excesso de patrulhamento virtual.
Na visão do apresentador, o ambiente digital transformou-se em uma corte implacável operada por figuras que se passam por irrepreensíveis. No discurso de repúdio à cultura do cancelamento, ele declarou:
“Eu quero dar um recado: hoje existe um patrulhamento da discordância.”
E complementou detalhando seu incômodo com os rótulos contemporâneos:
“Se você não concorda com qualquer posicionamento, você já é considerado ‘fóbico’… É homofóbico, gordofóbico, seja o ‘fóbico’ que inventarem. Personalidade e direito de expressão ficam em segundo plano. A rede social hoje é o tribunal que determina quem deve ser cancelado”.
Encerrando seu desabafo com forte tom crítico aos julgadores da web, o apresentador arrematou de consciência tranquila:
“Os julgadores são santos sem pecado e de reputação imaculada. E eu digo de consciência tranquila que eu tenho fobia sim: tenho fobia a injustiça, tenho fobia a mau caráter, aos aproveitadores”.