
O Poder Judiciário paulista determinou a prisão temporária de dois indivíduos, com idades de 40 e 52 anos, apontados como cúmplices no ataque a tiros que feriu o tenente da Polícia Militar, Ronickson Pimentel dos Santos. O oficial é irmão de Eloá Pimentel, cuja trágica morte em 2008 após um longo cárcere privado comoveu o Brasil. A tentativa de homicídio ocorreu no último sábado (27), em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo.
A localização dos investigados aconteceu no domingo (28), no distrito de Guaianases, na zona leste paulistana. Ambos foram conduzidos ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar esclarecimentos formais sobre o episódio.
De acordo com as apurações da Polícia Civil, os detidos teriam dado suporte operacional aos atiradores que perseguiram e balearam o militar da reserva ou atividade. Os indícios sugerem uma atuação sincronizada com os autores do crime, visto que os suspeitos utilizavam carros para escoltar a motocicleta dos executores tanto na aproximação quanto na rota de fuga.
Nesta ação, dois automóveis encontrados em poder dos homens foram confiscados pelas autoridades. Eles passarão por análises técnicas minuciosas no Instituto de Criminalística para comprovar a presença dos veículos no perímetro do atentado.
Um jovem de 24 anos também esteve no DHPP para escoltar seu pai, um dos indivíduos encarcerados, porém sua prisão não foi solicitada por falta de indícios imediatos. A Polícia Civil ressalta que as diligências permanecem ativas com o objetivo de mapear a rede completa de envolvidos e individualizar a conduta de cada um, focando especialmente na captura dos responsáveis pelos disparos na cabeça do tenente.
No âmbito médico, o tenente Ronickson Pimentel dos Santos continua sob cuidados hospitalares no Hospital Estadual Mário Covas, localizado em Santo André. Logo após dar entrada na unidade de saúde com perfurações por arma de fogo, o policial foi submetido a um procedimento cirúrgico neurológico de urgência. Atualmente, ele repousa na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com suporte de monitoração cerebral constante. O relatório de saúde mais recente qualifica seu quadro clínico como gravíssimo, embora apresente parâmetros estáveis.