
Durante sua visita a Santa Cruz, no Rio Grande do Sul, o postulante ao cargo de Presidente da República, Renan Santos (Missão), classificou os parlamentares nordestinos como “parasitas”. Em sua fala, o pré-candidato foi enfático ao pontuar que: “Os maiores inimigos do Brasil são os políticos da região Nordeste”. As informações são do Metrópoles.
Conforme a perspectiva apresentada por ele, as lideranças locais teriam fomentado um cenário de total subordinação aos repasses da União, cujas verbas seriam extraídas de polos econômicos como o Rio Grande do Sul, o Rio de Janeiro e São Paulo. Santos argumenta que tal dinâmica atrapalha o progresso nacional e perpetua o subdesenvolvimento. Sobre sua visão para o Brasil, declarou: “Eu quero construir um país em que todas as regiões funcionem e que a classe política não seja uma classe parasitária”.
Ao longo de seu roteiro pelo Sul brasileiro, o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) concedeu diversas entrevistas, oportunidade em que disparou ataques contra o governo cearense, acusando-o de conivência com organizações criminosas. Sobre a situação de segurança no estado, afirmou: “Cidades [do Ceará] foram tomadas pelo crime organizado, Fortaleza está toda cercada pelas facções […]”. Vale ressaltar que ele já enfrentou derrotas na justiça em ações movidas pela administração cearense por causa de afirmações semelhantes.
Indagado sobre estratégias de segurança pública para um eventual mandato, Santos defendeu táticas de força, independentemente do aval dos governos estaduais. Em suas palavras: “Se o governador não quiser cooperar com o governo federal na solução do crime, eu vou botar uma intervenção militar no Ceará. Eu vou tomar o comando da polícia do Ceará e eu vou fazer o que precisa ser feito. Mesma coisa no Rio de Janeiro e com qualquer estado que não queira cooperar. Eu colocarei em estado de defesa e assumo como comandante chefe para destruir o crime organizado nesses lugares”.