Entenda tudo sobre atentado contra tenente da Rota em SP

O episódio aconteceu quando o oficial deixava uma academia na Avenida Goiás

02/07/2026 às 09h18
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Divulgação/Polícia Militar
Reprodução: Divulgação/Polícia Militar

Ronickson Pimentel dos Santos, integrante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e irmão de Eloá Pimentel, sobreviveu a um ataque a tiros na manhã do último sábado (27), em São Caetano do Sul, Grande São Paulo. Aos 39 anos, o militar tornou-se alvo de uma tentativa de homicídio.

Em um informativo divulgado na segunda-feira (29), a Rota confirmou que Ronickson segue sob cuidados intensivos na UTI, mantido sob sedação, respirando com auxílio de aparelhos e monitorado permanentemente. Embora exames de imagem tenham indicado uma retração no edema cerebral, o quadro clínico permanece grave.

O episódio aconteceu quando o oficial deixava uma academia na Avenida Goiás. Conforme informações obtidas pela CNN Brasil, dois indivíduos em uma motocicleta abordaram a vítima e abriram fogo. O atendimento inicial foi prestado pelo Samu, seguido do transporte aéreo realizado pela aeronave Águia da Polícia Militar até o centro de saúde.

No domingo (28), dois homens, de 40 e 52 anos, foram detidos em Guaianases, na Zona Leste, e conduzidos ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A investigação sugere que eles forneceram suporte logístico, coordenando a movimentação de veículos que escoltaram a moto utilizada no crime. Dois automóveis vinculados aos presos foram apreendidos para perícia técnica. Um terceiro homem, filho de um dos detidos, compareceu à delegacia para acompanhar o pai, porém não foi autuado.

A Polícia Civil trata o caso como uma ação meticulosamente planejada. O major da Rota, Marcos Verardino, informou que há evidências de preparação prévia e que ao menos cinco nomes estão na mira da polícia. Além disso, apura-se o possível elo de alguns dos envolvidos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As motivações exatas do ataque ao tenente ainda são desconhecidas.

Contexto histórico: O Caso Eloá

O sobrenome Pimentel remete ao trágico sequestro de 2008, ocorrido em Santo André. Eloá Cristina Pimentel, então com 15 anos, foi mantida em cárcere por seu ex-companheiro, Lindemberg Fernandes Alves, de 22. O Brasil acompanhou, por 100 horas de transmissão ao vivo, o desenrolar das negociações que culminaram na invasão do imóvel pela polícia.

Naquela ocasião, após a entrada das forças de segurança, o sequestrador disparou contra as reféns, atingindo Nayara e tirando a vida de Eloá. O relacionamento, iniciado quando a jovem tinha apenas 12 anos, havia sido encerrado pela vítima, decisão não aceita pelo agressor.

Lindemberg foi sentenciado por doze crimes, entre eles homicídio duplamente qualificado e cárcere privado. Após recursos, sua condenação, inicialmente fixada em quase 100 anos, foi revista para 39 anos e três meses. Atualmente, ele cumpre pena em Tremembé. Embora sua defesa alegue que o sentenciado possui "comportamento exemplar" devido a atividades laborais e educacionais no cárcere, o Ministério Público indeferiu, em março deste ano, um pedido de remição de pena, justificando que ele não alcançou os critérios de pontuação exigidos.

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