
O pastor Márcio Poncio voltou ao centro das atenções após ser preso durante uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho, segundo informações do Metrópoles. Conhecido nas redes sociais e por liderar uma das famílias mais comentadas da internet, ele foi detido nesta quinta-feira (2), no Rio de Janeiro.
Líder da Igreja da Nuvem, Márcio também ficou conhecido como o chamado "pastor do cigarro" por sua atuação no ramo do tabaco. Nas redes sociais, onde reúne mais de 500 mil seguidores, costuma compartilhar a rotina da família e responder às críticas que recebe. Ele é pai do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da dupla UM44K, e da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ).
Nos últimos anos, a família Poncio ganhou enorme repercussão por uma sequência de escândalos envolvendo relacionamentos. Em 2018, Letícia Almeida engravidou de Jonathan Couto, então marido de Sarah Poncio, enquanto mantinha um relacionamento com Saulo. O caso ganhou ampla cobertura e colocou a família entre os assuntos mais comentados do país.
Saulo também protagonizou outras polêmicas ao longo dos anos, incluindo denúncias de traições durante o casamento com a influenciadora Gabi Brandt. Posteriormente, o cantor também foi acusado de tentar agredir uma influenciadora e, mais tarde, uma mulher afirmou ter sido vítima de estupro. Os episódios ampliaram ainda mais a exposição da família.
Outro assunto que chamou atenção recentemente foi a gravidez de Simone Poncio, esposa de Márcio, aos 50 anos. O pastor revelou nas redes sociais que havia feito vasectomia ainda jovem e explicou que o casal recorreu à fertilização in vitro para realizar o desejo de ter mais um filho.
A prisão de Márcio ocorreu durante mais uma fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. Segundo informações divulgadas pela coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, ele foi preso na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Além do pastor, a operação também teve como alvos o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e o contraventor Adilsinho, que já estavam presos. A investigação busca aprofundar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo integrantes da nova cúpula do jogo do bicho no estado e possíveis conexões com agentes públicos.
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Rio de Janeiro e em São João de Meriti. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também foi autorizado o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões.