Jornal afirma que mulher de Moraes enviou contrato de R$131 milhões a Vorcaro

O escritório justificou que a prestação de serviços incluiu dezenas de reuniões, pareceres e a revisão do código de ética da instituição

02/07/2026 às 13h56
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Estadão
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Reprodução: Albino Oliveira - Ascom MDA
Reprodução: Albino Oliveira - Ascom MDA

Investigações da Polícia Federal, no âmbito da operação Compliance Zero, revelaram que a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, enviou ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, a minuta de um contrato de honorários advocatícios avaliado em R$ 131,2 milhões. O documento foi encaminhado em 17 janeiro de 2024 (4ª feira), às 10h09, segundo os jornalistas Felipe de Paula, Aguirre Talento e Fausto Macedo, do Estadão.

O conteúdo, extraído do celular do empresário, inclui uma mensagem de Viviane: “Bom dia! Segue a minuta do contrato. Abraço”. Cinco dias depois, Vorcaro questionou: “Oi, tudo bem? Como podemos proceder na assinatura? Prefere eletronicamente ou mando as vias físicas assinadas?”.

O acordo previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais ao escritório Barci de Moraes Associados por três anos. Embora interrompidos pela liquidação da instituição em 2025, os repasses somaram R$ 80,2 milhões. O escritório justificou que a prestação de serviços incluiu dezenas de reuniões, pareceres e a revisão do código de ética da instituição, documento este que, segundo registros, continha falhas de redação e foi elaborado por Ana Claudia Consani de Moraes, cunhada do ministro e consultora no escritório de Viviane.

A assessoria de Alexandre de Moraes já declarou que a firma de sua esposa não atuou na venda do Banco Master ao BRB. Por sua vez, a defesa de Viviane afirmou não comentar negociações com clientes e sustentou que o foco do trabalho foi a implementação de mecanismos de compliance. Atualmente, o caso tramita sob relatoria do ministro André Mendonça no STF, e Vorcaro segue detido no Complexo da Papuda em decorrência das apurações sobre fraudes na instituição financeira.

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