Discord entra na mira da Justiça após caso macabro envolvendo adolescente de 13 anos

Governo acusa plataforma de falhas na proteção de menores e pede R$ 500 milhões por danos morais coletivos

26/08/2026 às 21h31 Atualizada em 26/08/2026 às 21h57
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Foto: Ivan Radic/Flickr
Foto: Ivan Radic/Flickr

O Discord passou a ser alvo de novas medidas do governo federal após o caso envolvendo uma adolescente de 13 anos, no Mato Grosso do Sul, que teria sido exposta a conteúdos relacionados à automutilação e ao suicídio dentro da plataforma. Segundo o Metrópoles, a morte da jovem teria sido transmitida por usuários em um canal privado, levando autoridades a cobrar mudanças nos mecanismos de segurança do serviço.

Criado originalmente para facilitar a comunicação entre jogadores durante partidas on-line, o Discord cresceu e deixou de atender apenas ao público gamer. Atualmente, segundo as informações apresentadas no texto-base, a plataforma reúne mais de 90 milhões de usuários ativos diariamente em diferentes países e oferece comunicação por texto, voz e vídeo.

A dimensão do serviço agora contrasta com os questionamentos feitos pelas autoridades brasileiras. Entre os problemas apontados estão falhas na verificação da idade dos usuários e na identificação e remoção de conteúdos considerados prejudiciais a crianças e adolescentes. A primeira-dama Janja chegou a defender o bloqueio da plataforma no país.

A Agência Nacional de Proteção de Dados determinou a suspensão dos recursos de vídeo e das transmissões ao vivo, enquanto a Advocacia Geral da União passou a adotar medidas judiciais contra a empresa. Nesta quarta-feira (26/8), o ministro Jorge Messias informou que a AGU pediu R$ 500 milhões em uma ação por danos morais coletivos.

Além da indenização, o governo quer que o Discord seja obrigado a adequar mecanismos de segurança, verificação de idade, supervisão parental, moderação de conteúdo e comunicação às exigências previstas na legislação brasileira. A solicitação prevê ainda multa diária de R$ 500 mil caso a plataforma descumpra uma eventual determinação judicial.

Em nota divulgada pelo Metrópoles, o Discord criticou a iniciativa do governo e classificou a ação judicial da AGU como desproporcional. A empresa afirmou que a medida não refletiria de forma precisa sua política de segurança e declarou estar disposta a trabalhar com as autoridades brasileiras para buscar uma solução que aumente a proteção dos usuários sem impedir o funcionamento da plataforma.

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