Veja os principais pontos da manifestação de Flávio Bolsonaro ao governo dos EUA

O parlamentar, que busca a Presidência em 2026, defende que “as tarifas propostas recompensariam justamente os infratores que deveriam punir”, sugerindo que Washington adote sanções direcionadas, como a Lei Magnitsky, contra ministros do STF

03/07/2026 às 11h01
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Getty Images
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Em sua petição ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o senador Flávio Bolsonaro solicitou a suspensão imediata de tarifas contra o Brasil, argumentando que a medida beneficia politicamente o governo Lula. O parlamentar, que busca a Presidência em 2026, defende que "as tarifas propostas recompensariam justamente os infratores que deveriam punir", sugerindo que Washington adote sanções direcionadas, como a Lei Magnitsky, contra ministros do STF, em vez de taxações generalizadas que prejudicam investidores e empresas americanas.

Principais pontos da manifestação:

  • Relações Bilaterais: Flávio reforçou a Trump, Vance e Rubio que o protecionismo fere interesses americanos, dado que os EUA mantêm um superávit comercial com o Brasil. Ele propõe um novo curso diplomático pós-2026, inspirando-se no modelo de Javier Milei para negociar acordos de livre comércio e reduzir as "amarras do Mercosul".

  • Crítica ao STF e Liberdade: O senador aponta que as tarifas prévias não inibiram o Judiciário brasileiro. Ele aposta na renovação do Congresso e no pleito de outubro para revogar decretos que restringem redes sociais e responsabilizar magistrados envolvidos em ordens de censura.

  • Defesa do Pix: Refutando a acusação de concorrência desleal, Flávio define o Pix como uma "infraestrutura soberana", comparando-o ao sistema FedNow americano. Ele propõe um "compromisso legislativo" para garantir que o mecanismo não seja interligado a sistemas de pagamentos não ocidentais.

  • Corrupção: Embora reconheça falhas, o senador diferencia a conduta administrativa. Para ele, os escândalos são "herança da hegemonia petista", enquanto afirma que o governo Bolsonaro não registrou "nenhum esquema sistêmico de corrupção de escala comparável". Ele promete, caso eleito, restaurar o Estado de Direito e endurecer o combate à lavagem de dinheiro.

Por fim, o parlamentar sublinha que a pressão atual é contraproducente, defendendo que a verdadeira mudança virá pela via democrática, através de uma agenda liberal que retome a independência das instituições e a segurança jurídica para investidores estrangeiros.

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