
Em um evento político em Caxias do Sul (RS), o pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, oficializou o nome de Aroldo Medina como seu companheiro de chapa. A escolha foi selada durante um ato com simpatizantes, ocasião em que Medina, tenente-coronel da reserva e comunicador, agraciou o presidenciável com uma medalha. Em discurso, o militar reforçou sua adesão ao projeto: “Renan é merecedor da nossa confiança plena e sua bravura, o devido e legítimo reconhecimento”.
O convite de Santos foi direto: "Eu gostaria muito que o senhor fosse o meu vice-presidente, de verdade, de verdade", expressou Santos. Medina aceitou o chamado prontamente, descrevendo a decisão em suas redes sociais como uma resposta dada “com serenidade, respondi sim, à honrada Missão”.
O novo pré-candidato à vice-presidência, que acumula décadas de experiência como oficial da Brigada Militar gaúcha e editor de publicações do setor, reiterou seu compromisso com a aliança: “Compreendo seu coração de nobreza robusta ao ungir-me seu cavaleiro, na batalha que está por vir, para combater o bom combate, fielmente ao seu lado. Honrarei essa confiança, com 100% de lealdade ao Renan, à família Missão e a toda Nação Brasileira”.
Ele ainda assegurou ao “povo brasileiro que compreende com ética e responsabilidade, os deveres que assumo neste momento histórico”, projetando que o amanhã do país “será glorioso”. Em outra plataforma, Medina classificou o desafio como uma jornada épica: “Fui convocado para um trabalho de Hércules (…). Aceitei a honra da maior Missão da minha vida. Combater o bom combate ao lado do Renan, com a benção do mestre Jesus”.
Aroldo Medina, natural de Santana do Livramento, possui uma bagagem técnica que inclui especializações em segurança pública, estratégia governamental e Defesa Civil. Sua trajetória militar abrange passagens pela Aeronáutica e três décadas na Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Embora tenha participado de diversos pleitos anteriores, concorrendo a cargos de prefeito, governador, deputado e vereador, não obteve êxito nas urnas, chegando a figurar como suplente.
Anteriormente, o Missão havia projetado Medina como postulante ao Senado. Em seus perfis sociais, ele costuma debater desde temas estruturais, como segurança pública e o cenário político internacional, até crônicas sobre a vida privada.
O partido Missão, fundado pela base militante do Movimento Brasil Livre (MBL), busca consolidar sua candidatura no cenário nacional. Dados da Genial/Quaest de meados de junho posicionam Renan Santos com 3% das intenções de voto, em uma disputa liderada por Lula (39%) e Flávio Bolsonaro (29%).