
O sumiço de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 39 anos, ex-mulher do ex-jogador Bruno Fernandes, mobilizou a atenção pública e gerou manifestações de familiares e ativistas após ser reportado na última quinta-feira, no município de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Diante da ausência de informações sobre o paradeiro de Dayanne, a condução das investigações por parte da Polícia Civil de Minas Gerais passou a ser acompanhada de perto por figuras ligadas a casos emblemáticos de violência e desaparecimento no estado, que exigem uma atuação célere e transparente das forças de segurança.
A repercussão do caso motivou o posicionamento público de Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio, que utilizou suas plataformas digitais na madrugada deste sábado para cobrar providências imediatas das autoridades mineiras. Atualmente dedicada ao ativismo em defesa dos direitos de famílias afetadas pela violência, Sônia traçou um paralelo direto entre o atual cenário e a própria trajetória pessoal, relembrando o desaparecimento de sua filha, ocorrido no ano de 2010. Em seu pronunciamento, ela manifestou preocupação com o tempo decorrido desde o sumiço de Dayanne e enfatizou a necessidade de que o Estado ofereça um retorno rápido para evitar que novos casos permaneçam sem esclarecimento.
Durante seu relato, a ativista lamentou a falta de respostas definitivas sobre o destino de Eliza após 16 anos do ocorrido, pontuando o temor de que o histórico de impunidade e a ausência de desfechos oficiais se repitam. Sônia alertou para o risco de que mais uma mulher seja integrada às estatísticas de violência não resolvidas no país, cobrando que as instituições policiais ajam com rigor para que a apuração atual resulte em um desfecho positivo e na localização segura de Dayanne.