
Nesse último domingo (5), a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) oficializou a oferta de uma recompensa de R$ 50 mil para quem fornecer dados precisos que auxiliem na localização de Hércules da Costa Siqueira, vulgo “Golias”. Ele é identificado pelas autoridades como o principal autor do disparo que atingiu a cabeça do tenente da Rota, Ronickson Pimentel dos Santos, durante uma ocorrência em São Caetano do Sul, no último dia 27 de junho. O oficial, irmão de Eloá Pimentel, vítima de um notório caso de cárcere privado em 2008, permanece sob cuidados médicos em condição crítica.
Imagens de sistemas de vigilância registraram o momento em que “Golias” empreendeu fuga acompanhado de sua esposa e duas filhas pequenas, levantando o temor entre os investigadores de que o foragido tente ultrapassar as fronteiras nacionais. A Justiça autorizou a prisão temporária do suspeito na última sexta-feira (3), após solicitação da Polícia Civil.
Outros dois envolvidos, Marcos Vinícius Dias Machado (40) e Carlos Roberto Ferreira (52), encontram-se detidos desde o dia 28 de junho no 1º Distrito Policial de São Caetano, após serem capturados em Guaianases, na zona leste da capital. Ambos são acusados de participar da armadilha contra o tenente. Devido à suspeita de um possível plano para libertar os detentos, o policiamento na unidade foi intensificado. A perícia nos aparelhos móveis da dupla facilitou a identificação da conexão com Hércules da Costa Siqueira.
O rastro de “Golias” levou a polícia até um estabelecimento de hospedagem em Peruíbe, no litoral sul, vinculado a Elenilson Misael da Silva, o “Galego”. Sem histórico criminal prévio no estado, Elenilson veio a óbito no dia 2 de julho, após um episódio classificado como confronto com agentes da Rota. Segundo informações do boletim de ocorrência, ele foi abordado em uma caminhonete GM Montana após denúncias indicarem seu envolvimento no atentado.
As autoridades trabalham com a hipótese de que Hércules e Elenilson faziam parte de uma organização criminosa estruturada, responsável pelo planejamento, execução e apoio logístico necessário para a fuga. O Judiciário também deferiu pedidos de busca e apreensão, além do acesso a dados telemáticos e telefônicos, na tentativa de delinear o modus operandi do grupo.
A diretriz atual das polícias é localizar o foragido, mapear sua rede de suporte e bloquear qualquer rota de escape de São Paulo ou do país. O histórico criminal do investigado inclui registros por homicídio, tentativa de assassinato e múltiplos assaltos.

Reprodução: Divulgação/SSP