
O processo envolvendo Deolane Bezerra ganhou um novo capítulo após um parecer do Ministério Público de São Paulo revelar detalhes sobre a situação da influenciadora dentro da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. Segundo o documento, ela enfrenta um quadro de síndrome do pânico e, por esse motivo, não permanece sozinha na cela, dividindo o espaço com outra detenta por escolha própria.
A informação veio à tona enquanto a 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo analisa um habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora. Os advogados pedem que Deolane seja transferida para uma Sala de Estado Maior ou, alternativamente, tenha a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar.
No parecer, porém, o Ministério Público contesta os argumentos da defesa e afirma que Deolane já está em um espaço compatível com a finalidade de uma Sala de Estado Maior. O órgão explica que ela permanece acompanhada porque apresenta síndrome do pânico e receio de ficar sozinha durante o período em que as celas permanecem fechadas, destacando que a convivência com outra presa ocorreu de forma voluntária e com consentimento da colega.
O MP também ressaltou que a influenciadora está recolhida em um pavilhão especial, separado da população carcerária comum. Segundo o documento, uma vistoria realizada pela OAB constatou que Deolane permanece isolada das demais detentas e possui acesso à assistência jurídica, religiosa, alimentação, materiais de higiene e água potável.
Além disso, o órgão negou as alegações de irregularidades apontadas pela defesa, afirmando que não existe superlotação no setor onde a advogada está custodiada. O parecer ainda informa que foi instalado um bebedouro no pavilhão e que ela dispõe de garrafa térmica abastecida, sem qualquer restrição ao consumo de água.
Diante desse cenário, o Ministério Público concluiu que não há fundamentos para alterar a prisão preventiva. Segundo o órgão, as condições da unidade prisional atendem aos parâmetros estabelecidos pela Administração Penitenciária e garantem acomodações consideradas adequadas.
Deolane Bezerra está presa desde maio, quando foi alvo da Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A influenciadora é investigada pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao PCC.