Nos EUA para discutir tarifaço, Flávio afirma que irá “reverter o estrago” de Lula

Nesta terça-feira (7), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participa da audiência pública organizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) para discutir a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre produtos nacionais

07/07/2026 às 11h46
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Daniel Cole - 28.mar.26/Reuters
Reprodução: Daniel Cole - 28.mar.26/Reuters

Nesta terça-feira (7), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participa da audiência pública organizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) para discutir a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre produtos nacionais. O parlamentar, que terá cinco minutos de fala, defende que busca “reverter o estrago” provocado pelo governo Lula, cujas ações teriam levado o país a ser acusado de práticas “irrazoáveis” pelos norte-americanos.

Motivações da Investigação

O inquérito, fundamentado na Seção 301 da legislação comercial dos EUA, aponta diversas irregularidades brasileiras:

  • Ambiente Digital: Ordens judiciais sigilosas que limitaram redes sociais e restringiram o acesso de plataformas a sistemas financeiros.

  • Concorrência e Tarifas: Acordos preferenciais com México e Índia que discriminam produtos americanos, além de favorecimento a competidores locais em serviços de pagamento.

  • Gestão Pública e Ambiental: Falhas no combate ao suborno, lentidão na análise de patentes, ausência de medidas antipirataria, descumprimento de reciprocidade no mercado de etanol e a ineficácia na repressão ao desmatamento.

Defesa e Estratégia Política

Em vídeo, Flávio rechaçou críticas de que sua presença no exterior prejudicaria o país: “Eu estou aqui para defender os interesses do povo brasileiro, mesmo sem ser o presidente do Brasil, ainda. Vejo notícias dizendo que posso atrapalhar. Está de brincadeira! O Lula já atrapalhou e vai ser difícil reverter o estrago que ele causou. Não vou me omitir. Farei a minha parte para defender os interesses do povo brasileiro, sempre”.

Para o senador, a hostilidade comercial é uma estratégia do atual mandatário: “Na minha opinião, o comportamento de Lula é deliberado para atrair as tarifas. Ele é o principal fator de risco para o Brasil ser tarifado.” Visando a disputa presidencial, Flávio projetou uma nova era diplomática caso seja eleito: “A possível mudança de governo, a partir de 2027, vai ser um novo marco nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Serei um presidente que vai se sentar na mesa para negociar de igual para igual, sem a necessidade de tarifas.”

A investida ocorre sob o temor de que o governo petista explore politicamente a sanção externa, repetindo o ganho de popularidade visto quando das primeiras medidas protecionistas de Trump. O engajamento de Flávio, contudo, enfrenta resistência digital, com críticos associando sua imagem à ameaça tarifária por meio da hashtag #Tariflávio.

 

 
 
 
 
 
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