Flávio Bolsonaro defende entrada do Brasil em acordo entre EUA, México e Canadá; entenda

Pré-candidato à Presidência afirmou que apresentará a interlocutores ligados ao governo Trump a ideia de incluir o Brasil em um bloco de livre comércio inspirado no antigo Nafta

08/07/2026 às 14h49
Por: Mateus Pereira Fonte: Extra
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Foto: Reprodução | Inteligência Ltda
Foto: Reprodução | Inteligência Ltda

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que apresentará, nesta quarta-feira (7), uma nova proposta durante reuniões reservadas com interlocutores ligados ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos. Após defender o fim da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, o parlamentar pretende sugerir a inclusão do Brasil em um acordo comercial semelhante ao antigo Nafta, que reunia Estados Unidos, Canadá e México.

Segundo Flávio, a ideia seria criar um "Afta", incorporando o Brasil ao bloco e ampliando a integração econômica entre os países. "Eu vou, nessas conversas que terei agora, informar que pretendo falar que, assim como tem o Nafta, a gente pode cortar a letrinha N e falar Afta, e o Brasil pode se incluir. Temos uma avenida de oportunidades para atrair investimentos americanos e gerar uma zona de livre comércio com esses três países: Canadá, México e Estados Unidos", afirmou durante transmissão ao vivo.

A proposta será levada a representantes ligados à investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Na avaliação do senador, fortalecer a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos seria mais eficiente do que ampliar barreiras tarifárias entre os países.

O anúncio acontece em meio às discussões sobre o futuro do acordo que atualmente reúne Estados Unidos, Canadá e México. Recentemente, o governo Trump decidiu não renovar automaticamente o tratado, optando por revisões anuais para discutir mudanças voltadas ao fortalecimento da indústria americana e à redução de déficits comerciais.

Durante a viagem, Flávio também voltou a defender o cancelamento das tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e afirmou acreditar que novas sobretaxas poderiam fortalecer ainda mais a relação comercial entre Brasil e China. Segundo ele, esse continuará sendo um dos principais argumentos apresentados nas reuniões com autoridades americanas.

O senador ainda reiterou sua defesa do Pix, destacando que o sistema de pagamentos foi criado durante o governo Jair Bolsonaro e contribuiu para ampliar a inclusão financeira e beneficiar empresas do setor de pagamentos.

Ao comentar o cenário político brasileiro, Flávio afirmou que uma eventual mudança no comando do país poderia alterar a relação diplomática entre Brasília e Washington. Segundo aliados, esta rodada de reuniões representa a etapa final da agenda do senador nos Estados Unidos antes da decisão prevista para 15 de julho sobre a aplicação ou não da sobretaxa sobre produtos brasileiros.

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