“Cortina de Fumaça”, Flávio detona operação de busca e apreensão na casa de Bolsonaro

Para o parlamentar, a ação policial teria o propósito de criar uma distração justamente enquanto ele cumpre agenda nos Estados Unidos, empenhado em renegociar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos

09/07/2026 às 10h36
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Redes Sociais
Reprodução: Redes Sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL), postulante ao Planalto, caracterizou a busca e apreensão da Polícia Federal ocorrida na quarta-feira (8) na residência de seu pai, Jair Bolsonaro, como uma estratégia de "cortina de fumaça". Para o parlamentar, a ação policial teria o propósito de criar uma distração justamente enquanto ele cumpre agenda nos Estados Unidos, empenhado em renegociar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

Durante uma live transmitida em seu canal do Youtube, o pré-candidato argumentou que a movimentação visa apenas “dividir o noticiário com coisas negativas”. Reforçando o tom de desaprovação, ele acrescentou: “Não tem mais boa-fé por parte de quem está nos acusando. Nem o princípio de presunção de inocência funciona para o presidente Bolsonaro”. Flávio ainda relatou que os agentes “reviraram tudo” e que houve a necessidade de retirar a filha caçula do ex-mandatário, Laura, de seu próprio quarto, assegurando, contudo, que os oficiais apreenderam ao final dos trabalhos.

A justificativa do Supremo

Em contrapartida, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, fundamentou sua decisão pelo mandado de busca e apreensão alegando que os representantes jurídicos do antigo governante forneceram informações contraditórias a respeito do arsenal existente no imóvel situado em Brasília.

Conforme o magistrado, as incongruências nas declarações da defesa tornaram a intervenção “imprescindível” a fim de assegurar a inexistência de armamento irregular no local. A decisão pontua que um item específico, uma espingarda, ainda estaria pendente de entrega. Cabe recordar que o magistrado determinou anteriormente a cassação do registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro, medida motivada após o confisco de outro equipamento durante uma operação de fiscalização.

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