
Na quarta-feira (8), o PT oficializou a nomeação do senador Camilo Santana (CE) para o posto de líder da sigla no Senado. O parlamentar, que comandou o Ministério da Educação na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, sucede Teresa Leitão (PT-PE), designada para ocupar a liderança governista pela agremiação.
Essa movimentação nos quadros partidários foi desencadeada pela renúncia de Jaques Wagner (PT-BA) em 24 de junho, ocorrida logo após o parlamentar ser investigado na operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura irregularidades ligadas ao Banco Master e a seu fundador, Daniel Vorcaro. A ascensão de Camilo, conforme divulgado primeiramente pelo Poder360, contou com o respaldo consensual do grupo petista em encontro realizado no dia 1º de julho, superando a indicação de Beto Faro (PA), que liderou o bloco em 2024.
O senador Paulo Paim (PT-RS) celebrou o consenso, justificando que a escolha valida o desempenho de Camilo no MEC e sua trajetória inédita na função. “Já fez um bom trabalho como ministro e, como nunca foi líder, chegou a vez dele”, destacou ao Poder360.
Entre as metas estabelecidas para a nova gestão, Paim aponta a celeridade na tramitação da PEC que propõe o encerramento da escala 6x1. O projeto, chancelado pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, encontra-se estagnado no Senado há mais de 30 dias e deve ser uma das prioridades de Camilo e de Teresa Leitão.
Camilo retorna à rotina parlamentar após um hiato de três anos em Brasília, período no qual esteve licenciado para liderar a pasta da Educação. Durante sua gestão ministerial, destacou-se pelo lançamento do "Pé-de-Meia", iniciativa focada na retenção escolar de alunos de baixa renda. Sua bagagem política inclui, ainda, dois mandatos consecutivos no comando do Palácio da Abolição, no Ceará, entre 2015 e 2022.