Lula recebe dirigentes do MST para debater apoio à Venezuela

Encontro no Palácio da Alvorada tratou do envio de alimentos, equipes médicas e novas ações de solidariedade ao país vizinho, atingido por terremotos

09/07/2026 às 14h49
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Imagem: fotospublicas.com
Imagem: fotospublicas.com

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, na manhã desta quinta-feira (9/7), representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Palácio da Alvorada. A reunião teve como principal pauta o apoio brasileiro à Venezuela, que enfrenta uma grave crise humanitária após os terremotos registrados no fim de junho.

Segundo o MST, o encontro discutiu medidas para ampliar a cooperação entre os dois países, incluindo o envio de alimentos, equipes médicas e outras ações de solidariedade destinadas às regiões afetadas pelos tremores.

Participaram da reunião o dirigente nacional do movimento, João Paulo Rodrigues, e o coordenador nacional do MST, João Pedro Stedile.

O governo brasileiro já havia iniciado o envio de ajuda humanitária à Venezuela. No último sábado (4), cerca de seis toneladas de insumos seguiram para o país, incluindo vacinas, medicamentos, materiais de saúde e equipamentos laboratoriais destinados às áreas atingidas.

Entre os itens enviados estavam 250 mil doses da vacina antirrábica canina, 100 mil doses contra a febre amarela, medicamentos doados pelo laboratório Eurofarma e materiais destinados ao Hospital de Campanha da Marinha do Brasil, instalado em La Guaira.

Esta foi a quinta operação da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar ajuda humanitária aos venezuelanos desde o início da tragédia.

Os terremotos ocorreram em 24 de junho, quando dois fortes tremores, de magnitudes 7,5 e 7,2, atingiram a região norte da Venezuela em um intervalo inferior a um minuto. O desastre provocou o desabamento de prédios, danos à infraestrutura e milhares de vítimas.

De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, os terremotos deixaram mais de 3,8 mil mortos e cerca de 16 mil feridos.

Além do envio de suprimentos, a missão brasileira também contempla o deslocamento de bombeiros, especialistas em resgate, purificadores de água, materiais médicos e equipamentos necessários para manter em funcionamento um hospital de campanha no país.

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