
Após ser sentenciado pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) na quinta-feira (9) por importunação sexual, William Pimenta Gusmão, empresário e irmão da influenciadora digital Virginia Fonseca, veio a público refutar as alegações criminosas que pesam contra ele.
O filho de Margareth Serrão utilizou suas plataformas digitais para publicar um comunicado oficial assinado por seus representantes jurídicos, contestando a veracidade das denúncias. O caso remonta a um evento ocorrido em 2023, no qual a denunciante afirma ter sofrido um toque indesejado em suas regiões íntimas por parte do empresário.
Sobre o veredito, a assessoria jurídica pontuou: “Informamos que a decisão não é definitiva, pois trata-se do julgamento de um recurso dos assistentes de acusação”. Em nota, os advogados reiteraram a postura do cliente: “Embora a defesa respeite o entendimento dos Desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás, manifesta sua veemente discordância com a condenação, uma vez que o réu nega a prática do fato que lhe é falsamente imputado”.
Os advogados destacaram, ainda, que o Ministério Público havia se posicionado anteriormente de maneira “favoráveis à absolvição” do familiar de Virginia Fonseca, sustentando que haveria “a flagrante ausência de provas e de materialidade delitiva”. Finalizando o posicionamento, a defesa assegurou que buscará reverter o quadro nas instâncias superiores: “Diante da inocência do acusado e da contradição entre o resultado do julgamento e o entendimento no Ministério Público e da linha de defesa e considerando que a decisão não é definitiva, ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão utilizados dentro das possibilidades legais”.
A recente deliberação do TJ-GO alterou um julgamento anterior que favorecia William Pimenta Gusmão. Em uma decisão unânime, o colegiado de desembargadores entendeu que os indícios eram sólidos o bastante para penalizá-lo por um dos atos relatados na peça acusatória, mantendo, contudo, a improcedência da acusação quanto ao segundo episódio citado.
Vale ressaltar que, em fevereiro de 2025, o empresário havia sido declarado inocente em primeira instância. Contudo, a parte autora da denúncia contestou o resultado, provocando uma nova análise pelo Tribunal, que culminou nesta mudança de cenário jurídico.