Deputado petista pede revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro após carta divulgada

Para o congressista, o ato configura uma violação direta das determinações impostas pelos magistrados, uma vez que o ex-presidente estaria vedado de interagir em plataformas digitais, ainda que de maneira direta ou indiretamente

13/07/2026 às 12h03
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Jefferson Rudy/Agência Senado / Ton Molina/STF
Reprodução: Jefferson Rudy/Agência Senado / Ton Molina/STF

O parlamentar Lindbergh Farias (PT-RJ) formalizou junto à Suprema Corte uma petição que pleiteia o cancelamento do benefício de recolhimento domiciliar concedido ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A iniciativa do deputado surgiu na sequência da leitura de uma carta, redigida pelo ex-mandatário, ocorrida durante uma live transmitida por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no sábado (11).

No texto, o antigo chefe do Executivo designa o senador como seu "porta-voz", clama pela coesão de seus aliados e endossa o nome de Flávio para a disputa ao Palácio do Planalto em 2026.

Em suas redes sociais, o deputado do PT manifestou indignação:

"GRAVÍSSIMO! Bolsonaro hoje disse que Flávio Bolsonaro é seu porta-voz, em carta que teve ampla repercussão. Nós estamos pedindo a revogação da prisão domiciliar por entender que Jair Bolsonaro está ferindo as medidas cautelares com esse tipo de atitude. Eles estão testando o Supremo e tratando o próprio Jair Bolsonaro como candidato. É um absurdo!".

Para o congressista, o ato configura uma violação direta das determinações impostas pelos magistrados, uma vez que o ex-presidente estaria vedado de interagir em plataformas digitais, ainda que de maneira direta ou indiretamente.

Pedido de regressão de regime

Na petição endereçada ao STF, Farias argumenta que "o descumprimento é objetivo, deliberado e confessado". O documento sustenta que o objetivo de uma visita familiar autorizada serviu como pretexto para veicular o conteúdo nas redes sociais, contornando as vedações legais. Diante disso, o parlamentar roga pelo fim da prisão humanitária e o consequente retorno do ex-presidente ao cárcere, classificando o episódio como falta grave. Adicionalmente, Lindbergh requer a aplicação de uma multa de R$ 100 mil ao senador Flávio Bolsonaro, sob a justificativa de que este facilitou a disseminação da carta.

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