
O pré-candidato ao Palácio do Planalto, Ronaldo Caiado (PSD), utilizou suas plataformas digitais na sexta-feira (10) para disparar ataques contra o projeto eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL). Em tom incisivo, o político goiano decretou: "o barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora!".
A declaração foi motivada por relatos sobre o possível recuo do Partido Progressistas (PP) e do União Brasil em relação ao suporte ao senador na corrida presidencial. Conforme informações da CNN Brasil, o senador Ciro Nogueira (PP) já havia sinalizado que vetaria qualquer união formal entre a federação formada por seu partido e o União Brasil com o parlamentar bolsonarista.
O distanciamento entre as lideranças teria sido agravado por uma percepção de falta de respaldo mútuo. Relatos apontam que Ciro Nogueira teria se sentido desamparado pelo colega após ser alvo de diligências da Polícia Federal em maio. Naquela ocasião, Flávio classificou os episódios como "graves". A retaliação veio dias depois, quando vieram a público gravações de Flávio solicitando verbas a Daniel Vorcaro; na oportunidade, Nogueira disparou: "Se (Flávio) for culpado, tem que pagar exemplarmente", afirmou.
Não é um episódio isolado. A postura de Caiado, que já governou Goiás, tem se tornado crescentemente agressiva contra o filho do ex-presidente nos últimos dias. Na última terça-feira (7), o pesedista qualificou como "inaceitável" a postura adotada pelo senador diante das sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Segundo Caiado: "Isso aí, é você conspirar contra a economia do país".
Elevando a temperatura do debate, o pré-candidato chegou a sentenciar, no dia seguinte, que optar por Flávio nas urnas seria, na prática, garantir a permanência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no comando da nação.