
Juliette usou as redes sociais nesta segunda-feira (13) para falar sobre o início do julgamento do caso da enfermeira Clarissa Costa Gomes, sua amiga, vítima de feminicídio em julho do ano passado. Em um desabafo emocionado, a campeã do "BBB 21" afirmou que acordou "com o coração apertado" e demonstrou confiança de que a Justiça dará uma resposta à família.
O julgamento acontece no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza (CE), onde Matheus Anthony Lima Martins Queiroz responde pela acusação de feminicídio. Segundo o Ministério Público, Clarissa, de 31 anos, foi assassinada após manifestar o desejo de colocar fim ao relacionamento.
Ao comentar o caso, Juliette afirmou acreditar tanto na Justiça divina quanto na Justiça dos homens e destacou a importância da decisão para a família da vítima.
"Eu acredito muito na justiça, não só de Deus, mas dos homens, dos profissionais envolvidos nesse caso, das pessoas envolvidas no julgamento. E eu tenho certeza que a justiça será feita, e que a família tenha um pouco de acolhimento com essa decisão, que sinta que não está sozinha e que nós estamos aqui", declarou.
Durante a publicação, a cantora ampliou a discussão sobre o combate ao feminicídio e afirmou que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada por toda a sociedade, independentemente de posicionamentos políticos ou ideológicos.
Segundo Juliette, o feminicídio começa muito antes da agressão física, sendo alimentado por comportamentos e discursos que normalizam a violência. Ela ainda defendeu que mudanças culturais também passam pela criação de leis mais rígidas.
A artista também criticou a demora na votação do projeto de lei que criminaliza a misoginia, afirmando que a proposta, já aprovada no Senado, segue aguardando análise na Câmara dos Deputados.
"Eles estão adiando, não estão submetendo esse projeto de lei, dia 28 vão entrar de férias, se não colocar essa semana… Então tem que colocar essa semana. Já que vocês estão tão preocupados no discurso contra o feminicídio, deviam colocar essa semana", cobrou.
Ao encerrar o desabafo, Juliette fez um apelo para que o combate à violência contra as mulheres saia do discurso e se transforme em ações efetivas. "Queria tanto que os discursos se tornassem ações", concluiu.