
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) refutou, na última segunda-feira (13), qualquer especulação sobre um eventual distanciamento do pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL). Contudo, a parlamentar aproveitou o momento para externar seu descontentamento frente às hostilidades que, segundo ela, militantes do próprio espectro conservador têm direcionado uns aos outros.
“Parem de atacar os soldados da direita! Vamos mostrar para o Brasil que é bom ser conservador, porque, daqui a pouco, o Brasil vai dizer: ‘Eu não quero isso, não. Isso é muito ruim. Eles atacam os próprios soldados deles. O que eles não vão fazer com a gente?’”, exclamou durante seu pronunciamento.
O posicionamento da legisladora veio a público após uma nota veiculada pela coluna de Igor Gadelha, no portal Metrópoles, sugerir que ela teria abandonado a equipe de elaboração do plano de governo de Flávio, diante da crise política envolvendo o senador e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
Em resposta, Damares reafirmou seu alinhamento ao bolsonarismo e o suporte ao nome ungido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Simultaneamente, a senadora condenou o chamado "fogo amigo" e questionou a origem das ofensivas, recusando-se a ocupar sua agenda com justificativas pessoais.
“E aqui fica a grande pergunta: quem está financiando tudo isso? A quem interessa essa fragilidade da direita? Será que tem dinheiro envolvido nesses ataques todos? (…) Quem está por trás dessa campanha difamatória contra os soldados da direita?”, questionou da tribuna do Senado.
A notícia sobre o suposto afastamento de Damares gerou comentários ácidos no círculo bolsonarista. Eduardo Bolsonaro, ex-deputado residente nos Estados Unidos, ironizou a situação ao compartilhar, na plataforma X, uma postagem que sugeria que a senadora “saiu da campanha sem nunca ter entrado”.
Somado a isso, Damares enfrenta uma série de atritos com figuras como Paulo Figueiredo e Oswaldo Eustáquio, divergências acentuadas por sua estreita lealdade a Michelle Bolsonaro. Na mesma sessão, a senadora reiterou seu apoio à ex-primeira-dama, qualificando-a como “uma mulher digna” que “não trai” e “não se corrompe”.