
O parlamentar Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou na segunda-feira (13) que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de restringir as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao seu pai, Jair Bolsonaro (PL), pelo prazo de três meses, funcionou como um instrumento de “propaganda” em favor da pré-candidatura do senador ao Palácio do Planalto.
Em uma gravação veiculada em seus perfis digitais, o deputado sustentou que o impedimento de encontros entre pai e filho até o encerramento da etapa inicial do pleito surtirá resultados opostos aos almejados pela Corte. “No fim das contas, sabe quem está fazendo propaganda eleitoral para o Flávio? Alexandre de Moraes”, cravou o legislador.
No decorrer do vídeo, Nikolas traçou um paralelo entre as sanções aplicadas a Bolsonaro e a situação vivida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre 2018 e 2019. O deputado pontuou que, naquele período, o atual presidente teve acesso a visitas, pôde dar entrevistas e teve suas cartas publicadas sem sofrer restrições da magnitude atual. “Mas como será que o Judiciário tratava quando era o Lula preso?”, questionou.
O congressista mineiro também questionou a abertura de apuração sobre suposta propaganda eleitoral prematura, iniciada após a publicidade de um texto no qual o ex-presidente demonstrava apoio ao projeto político do filho. Na visão de Nikolas, as ações políticas protagonizadas por Lula durante a corrida eleitoral de 2018 não foram alvo de escrutínio similar. “Agora o Moraes vem acionar o Ministério Público Eleitoral para investigar, falando que houve propaganda antecipada na divulgação da carta de Bolsonaro. Aí eu pergunto: isso aqui foi o quê, então?”, provocou.
Por fim, o parlamentar sublinhou que as sanções impostas pelo ministro interferem diretamente na dinâmica democrática, ao cercear a participação política de Bolsonaro durante a fase de campanha. “Tiraram o nosso melhor jogador do campo”, lamentou. O deputado ainda argumentou que tais providências, tomadas antes mesmo da abertura formal do período eleitoral, têm como finalidade minar a capacidade de influência política do ex-presidente.