
Em sua participação no podcast Flow na quarta-feira (15), o senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu a coesão no campo da centro-direita, rejeitando a postura de confrontar nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). “Atacando o Flávio, ou o Flávio atacando o Caiado, ou o Caiado atacando o Zema, acho isso um desserviço e não vou me prestar a esse papel. Vou ficar defendendo o que eu acredito, as propostas que eu tenho”, pontuou.
O parlamentar sublinhou que sua estratégia visa um eventual segundo turno, momento em que a união de forças seria indispensável. “Não vou ficar aqui atirando em todo mundo, porque, na minha cabeça, sei que mais cedo ou mais tarde, a gente vai ter que estar junto contra o PT. Não faz sentido a gente atacar um ou outro no espectro da centro-direita pensando em poder pensando em quem vai para o segundo turno”, argumentou.
O senador intensificou suas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), imputando aos magistrados Alexandre de Moraes e Flávio Dino uma suposta tentativa de interferência no processo eleitoral, acusando-os de buscarem usurpar competências da Justiça Eleitoral. Seguindo uma linha discursiva similar à de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar afirmou:
“Estou vendo claramente dois ministros do Supremo tentando interferir na eleição diretamente, que é o Alexandre de Moraes e o Flávio Dino. Eles são integrantes da Primeira Turma do Supremo estão fazendo uma articulação para que essa primeira turma do Supremo seja uma espécie de bypass do Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições".
Flávio reiterou seu descontentamento com o STF, classificando a sanção de Moraes, que suspendeu suas visitas ao pai por 90 dias, como uma medida “desproporcional”, e defendeu pela destituição de ministros da Suprema Corte a partir do próximo ano.
No plano econômico e social, o presidenciável delineou um projeto para fornecer conectividade gratuita a integrantes de programas assistenciais, como o Bolsa Família e o BPC, orçando a iniciativa em cerca de R$ 2 bilhões anuais. "Já fizemos alguns cálculos sobre quanto seria dar a internet de graça, pelo menos para as pessoas que recebem ali os programas sociais, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Bolsa Família. O cálculo fica em torno de R$ 2 bilhões. Isso, perto do Orçamento que a gente tem, em trilhões, não é nada”, observou.
O aspirante à Presidência propôs a criação de um ecossistema digital centralizado, voltado a oferecer serviços de capacitação, incentivos financeiros via cashback e microcrédito para o empreendedorismo popular. “A pessoa precisa de um curso de qualificação, vai ter nessa plataforma e ela vai ganhar um cashback, ela vai ganhar um incentivo dentro desse aplicativo, igual você ganha com seu cartão de crédito. Quando você mais usa, você tem um cashback”, explicou.
Segundo ele, a meta é fomentar a autonomia dos beneficiários: “Até chegar a um ponto, se você tem uma manicure que quer formalizar o seu próprio negócio e não sabe como, ela vai saber como fazer nessa plataforma e vai ter um microcrédito aprovado nessa plataforma. Juro baixo para ela poder caminhar com as próprias pernas”. Por fim, o senador enfatizou que essa modernização promoveria a integração das camadas mais humildes ao sistema financeiro, projetando que a “Caixa Econômica vai ser Itaú da periferia”, numa espécie de “banco de luxo.”