
O ex-governador goiano e também postulante ao Palácio do Planalto, Ronaldo Caiado (PSD), utilizou seu perfil na plataforma X para tecer duras críticas tanto à administração federal quanto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O foco do descontentamento de Caiado é a gestão das recentes medidas protecionistas impostas por potências estrangeiras, que, segundo ele, devastam “quem alimenta o Brasil”, em alusão direta ao setor do agronegócio.
Além da iminente sobretaxa de 25% por parte dos Estados Unidos, o político mencionou o encargo de 55% aplicado pela China, bem como o bloqueio da União Europeia à importação de proteínas animais brasileiras. Diante desses três cenários críticos, Caiado disparou contra a inércia oficial, mencionando que houve “zero resposta do governo, só cuidados paliativos” perante tais “ataques ao agro”. Sobre o senador Flávio Bolsonaro, o goiano reprovou a atitude do correligionário de ter solicitado, supostamente, apenas o postergamento da medida americana: “Para ele, o agro pode quebrar, desde que depois do voto”.
Contudo, veículos de imprensa têm divulgado que o requerimento do congressista, encaminhado em julho de 2026 ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), propõe uma solução mais abrangente do que apenas um adiamento: o parlamentar defende o cancelamento da implementação das alíquotas, previstas para entrarem em vigor em 15 de julho de 2026, e o início imediato de diálogos bilaterais para reverter o quadro.
O cenário das restrições comerciais As sanções internacionais que pressionam o setor produtivo brasileiro derivam de diferentes motivações:
China: A taxação, oficializada em 1º de janeiro de 2026, sucedeu uma apuração governamental que alegou danos à produção local de carnes causados pelas importações provenientes de diversos países, incluindo o Brasil.
União Europeia: O veto à carne e outros itens de origem animal, como mel e pescados, foi comunicado em 5 de junho e entrará em vigência em 3 de setembro de 2026. A justificativa baseia-se na ausência de garantias sobre a restrição de certos antibióticos na pecuária nacional.
Estados Unidos: A possível sobretaxa de 25% é desdobramento de uma investigação fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo norte-americano sustenta a medida citando supostas irregularidades em práticas comerciais brasileiras, como o uso do Pix, o comércio digital e políticas tarifárias específicas. A oficialização dessas taxas pelos órgãos norte-americanos está prevista para esta quarta-feira (15).

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