
Um novo levantamento da Quaest, revelado na quarta-feira (15), aponta que a maioria dos brasileiros (62%) entende que o escândalo envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o Banco Master é prejudicial às pretensões de Lula na corrida ao Planalto. Dentro desse grupo, 37% classificam o efeito como severamente danoso, enquanto 25% enxergam uma repercussão negativa, embora de menor escala.
Em contrapartida, apenas 22% descartam qualquer comprometimento à candidatura, ao passo que 16% dos consultados preferiram não opinar ou não souberam responder. Esse entendimento de desgaste eleitoral está intrinsecamente ligado à desaprovação pública da postura do petista: para 61% dos cidadãos, o parlamentar cometeu equívocos na sua interlocução com a instituição financeira, enquanto apenas 11% enxergam lisura na conduta.
A Polícia Federal aponta que o senador teria feito repasses financeiros indevidos. Os relatórios periciais sinalizam que o congressista teria sido contemplado com privilégios como “uso de aeronaves privadas, ingressos para shows internacionais e a aquisição oculta de um apartamento de luxo, além de pagamentos a empresas de seu núcleo familiar”. Em contrapartida, Wagner teria utilizado seu poder legislativo para favorecer o Banco Master em pautas estratégicas, a exemplo de “emendas sobre crédito consignado e o Fundo Garantidor de Créditos”.
A opinião pública tende a interpretar o caso como uma falha que extrapola a esfera privada do político. Para 43% dos ouvidos, o episódio representa uma crise institucional do governo Lula, enquanto 35% o restringem a um desvio individual de Wagner. Vale notar que a parcela da população desinformada ainda é expressiva: 54% dos participantes declararam desconhecer os detalhes do inquérito, ao passo que 31% asseguram estar bem a par da situação e 15% apenas ouviram comentários superficiais a respeito.
O estudo, sob encomenda da Genial Investimentos, consultou 2.004 eleitores no período entre 10 e 13 de julho. A sondagem, identificada no TSE sob o registro BR-07181/2026, apresenta margem de erro de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo, e assegura um intervalo de confiança de 95%.