
A alta cúpula que articula a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Executivo, somada aos líderes do Partido Liberal, chegou a um veredito: qualquer tentativa de reconciliação entre o parlamentar e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, antes do pleito de 4 de outubro, é inviável.
Nos bastidores, prevalece a visão de que medir esforços para promover uma reaproximação seria inútil, dado que a própria Michelle expressou desinteresse em qualquer tipo de convívio. O objetivo atual da sigla limita-se a evitar novos desgastes derivados de críticas explícitas. Embora o líder da legenda, Valdemar Costa Neto, tenha confidenciado ao Poder360 que ainda busca uma conciliação, as expectativas atuais são inexistentes.
O distanciamento impõe uma perda estratégica para a campanha de Flávio, que se vê privado de um canal fundamental de comunicação com o público feminino e o segmento evangélico. Michelle desempenhou papel central à frente do PL Mulher, expandindo consideravelmente a base de filiadas e cultivando laços estreitos com importantes figuras do clero.
O conflito tornou-se notório em 24 de junho, momento em que a ex-primeira-dama divulgou dois vídeos nos quais declarava ter sido “apunhalada” e “humilhada” pelo enteado. Mesmo após uma tentativa de mediação realizada por Valdemar Costa Neto no dia 30 do mesmo mês, visando uma retratação pública de Michelle, não houve sucesso.