O que aconteceu com Helena? Laudo pericial contradiz hospital e levanta novas dúvidas

Documento do hospital apontava suspeita de abuso sexual, mas exames da Perícia Forense descartaram violência e mudaram os rumos da investigação

17/07/2026 às 19h07 Atualizada em 17/07/2026 às 19h11
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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O que aconteceu com Helena? Laudo pericial contradiz hospital e levanta novas dúvidas

Os laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), que descartaram violência sexual na morte da bebê Helena Almeida, de 10 meses, revelaram uma divergência em relação à avaliação feita inicialmente pelo hospital particular que atendeu a criança em Fortaleza. As informações são do Metrópoles.

Segundo nota divulgada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE), a prisão em flagrante de Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Magalhães, de 26, teve como base o Protocolo de Encaminhamento de Corpos elaborado pela unidade hospitalar.

De acordo com a polícia, o documento médico, produzido após o atendimento da bebê, informava que a criança havia sido avaliada por quatro pediatras da emergência e dois cardiologistas. O relatório apontava a existência de uma laceração anal e registrava suspeita de morte por asfixia associada a abuso sexual, o que motivou o início da investigação por estupro de vulnerável seguido de morte.

No entanto, os exames realizados pela Pefoce apresentaram uma conclusão diferente. A perícia apontou que Helena morreu em decorrência de asfixia mecânica indireta e não encontrou qualquer indício de violência sexual.

Segundo o órgão, exames laboratoriais descartaram a presença de álcool e drogas no organismo da criança. Além disso, os testes não identificaram sêmen nem material genético dos dois homens presos no corpo da bebê. O exame sexológico também concluiu que não houve abuso sexual.

Com base nos laudos periciais, a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) alterou a principal linha de investigação e passou a tratar o caso como homicídio culposo, descartando a hipótese de violência sexual.

Relembre o caso

Helena morreu na segunda-feira (13), após ser levada pela mãe, Ysabelle Rodrigues, a um hospital de Fortaleza. Em depoimento, a mulher afirmou que a filha passou mal durante uma confraternização em um apartamento e acreditou que ela estivesse engasgada.

A avaliação inicial da equipe médica levou ao acionamento da Polícia Civil, que prendeu Francisco Ray Magalhães, apontado pela mãe como seu ficante, e Roberto Levy Magalhães, primo dele. Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas.

Os dois permanecem presos em celas separadas por questões de segurança, enquanto as investigações seguem em andamento.

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