
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (17) que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, acabou atuando como um "cabo eleitoral" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao justificar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
Durante agenda em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, Caiado criticou a declaração do integrante do governo de Donald Trump e afirmou que a decisão acaba prejudicando toda a população brasileira. “Sem dúvida nenhuma, ele age como um cabo eleitoral do Lula. Ao dizer que está penalizando o país porque não está tendo uma boa convivência com o presidente, ele está deixando de olhar para 215 milhões de brasileiros”, declarou.
A fala ocorre após Marco Rubio afirmar que Lula "não negociou de boa-fé" com os Estados Unidos e que teria colocado "seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro". Para Caiado, diferenças entre governos não deveriam resultar em sanções econômicas capazes de atingir empresas e trabalhadores brasileiros. “O Brasil que trabalha e produz não pode sofrer dessas penalizações”, afirmou.
Apesar das críticas ao representante do governo americano, o pré-candidato também responsabilizou Lula pelo agravamento da crise comercial. Segundo Caiado, o presidente brasileiro teria interesse político no confronto com Donald Trump. “O Lula quer o tarifaço, ele quer a briga com Trump de toda maneira. É isso que está motivando desde que entrou na Presidência”, disse.
Caiado também voltou a criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve nos Estados Unidos durante as negociações envolvendo as novas tarifas. Segundo o ex-governador, o parlamentar teria defendido apenas o adiamento da medida para depois das eleições brasileiras, e não o cancelamento da sobretaxa.
“Foi aos EUA implorar a Trump que adie o tarifaço até depois da eleição. Não pediu para cancelar, pediu para adiar”, escreveu Caiado em uma publicação nas redes sociais.