Zema afirma que Brasil colhe o que Lula plantou com tarifaço dos EUA; qual sua opinião?

Sob a ótica do político, a diplomacia do Planalto gerou tensões desnecessárias com o governo norte-americano

20/07/2026 às 13h55
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: YouTube/ACSP
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O postulante ao Palácio do Planalto e antigo chefe do Executivo mineiro, Romeu Zema (Novo), imputou à administração federal, liderada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a responsabilidade pela sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos a mercadorias exportadas pelo Brasil. O posicionamento foi externado à imprensa no sábado (18), por ocasião do 10º Encontro Nacional do partido Novo, realizado na capital paulista.

Sob a ótica do político, a diplomacia do Planalto gerou tensões desnecessárias com o governo norte-americano. O dirigente criticou o alinhamento brasileiro a nações como Cuba, Venezuela e Irã, rotuladas por ele como “nitidamente antiamericanos”, pontuando que o país “colheu aquilo que foi plantado”. A medida restritiva passa a valer em 22 de julho de 2026, embora itens como petróleo, carne bovina, aviões e café tenham ficado de fora da cobrança extra.

Zema argumentou que a gestão petista acumula rusgas com Washington, mencionando as investidas do mandatário brasileiro contra a hegemonia do dólar nas transações comerciais globais. Na visão do ex-governador, a substituição da moeda americana pelo euro ou pelo yuan carece de vantagens práticas para a economia nacional.

O pretendente à cadeira presidencial ainda acusou o governo de apatia nas tratativas diplomáticas com os norte-americanos, fazendo um paralelo com a atenção dispensada pelo setor privado a clientes estratégicos. “Você tem de ser proativo. E me parece que nem reativo o Brasil foi, ficou assistindo”, criticou.

De acordo com o mineiro, os prejuízos oriundos do imposto recairão integralmente sobre os contribuintes e o segmento produtivo, poupando a cúpula de Brasília. “Nós estamos colhendo aquilo que foi plantado, infelizmente. E quem vai pagar a conta não são os intocáveis de Brasília. Quem vai pagar a conta, mais uma vez, é o Brasil produtivo, o Brasil que acorda cedo e paga impostos”, ponderou.

A determinação de Washington fundamentou-se em um inquérito fundamentado na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, que aborda pontos sensíveis como o sistema Pix, as normas voltadas às mídias sociais, diretrizes socioambientais, patentes, restrições ao etanol e outros entraves comerciais.

Em resposta, o governo do Brasil rechaçou as justificativas apresentadas, indicando que acionará a Organização Mundial do Comércio (OMC) e implementará represálias amparadas na Lei da Reciprocidade. O titular do Itamaraty, Mauro Vieira, pontuou que a chancelaria brasileira manteve mais de trinta diálogos com autoridades dos EUA na tentativa de reverter as tarifas

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