
A chegada da paternidade transformou os rumos profissionais de Cauã Reymond. Embora tenha dado os primeiros passos na carreira internacional e acumulado propostas para consolidar uma trajetória internacional, o artista optou por colocar a convivência com Sofia, sua filha de 14 anos com Grazi Massafera, em primeiro lugar. Por um longo período, o galã abriu mão de produções que o mantivessem afastado da herdeira. Essa escolha nasceu de vivências particulares que o fizeram reavaliar suas prioridades existenciais. As informações são do Portal LeoDias.
Antes de alcançar a fama na teledramaturgia, ele ganhava a vida como modelo e instrutor de arte marcial nos Estados Unidos, mais precisamente em Nova York. A guinada para a atuação ocorreu por mero acaso, incentivada por um conselho paterno, o que o levou a frequentar as aulas de Susan Batson, mentora de grandes estrelas de Hollywood a exemplo de Nicole Kidman e Tom Cruise.
“Eu era professor de jiu-jítsu e modelo em Nova York, nem pensava em ser ator. Após um pé na bunda de uma namorada, meu pai sugeriu que eu fizesse uma aula para tentar ser ator. Acabei conhecendo a Susan Batson (professora responsável pelo treinamento de atores de Hollywood como Nicole Kidman e Tom Cruise) e ela falou: “Você é um ator”. Ela me deu uma bolsa e um emprego, e assim foram dois anos”, rememora o artista.
A vivência internacional, contudo, também trouxe desafios intensos. Cauã relata que experimentou fases de solidão e escassez de recursos, gerando um temor profundo por momentos em que ficava sozinho. Quando a paternidade bateu à porta, ele jurou não reproduzir na criação da menina a distância que marcou sua própria infância.
“Meus pais foram pais muito jovens, então não consegui estar tão próximo deles quanto gostaria na infância. Então, hoje em dia, vejo que tenho uma relação extremamente sólida com minha filha, que já está mais velha, então já vejo como uma possibilidade passar um período trabalhando lá fora”, detalhou o ator, complementando que recusou inúmeras propostas estrangeiras para não priorizar a estante de troféus em detrimento dos laços familiares.
Atualmente, com a herdeira na adolescência, o galã pondera que as portas para o mercado externo voltam a se abrir. O vínculo entre os dois é pautado na cumplicidade e na troca mútua, com a jovem demonstrando uma lucidez que frequentemente o surpreende.
“É muito maneiro ser pai de uma adolescente. A gente é muito brother. Ela é muito sábia, em muitos momentos, mais do que eu. Eu passei um período em Los Angeles recentemente e ela me falou: “Pai, vai ser muito bom você entrar em contato só com você, sem interferências, vai se conhecer mais”. E eu estava morrendo de medo de ficar sozinho”, relata. Embora os anos difíceis na Big Apple tenham deixado marcas de solidão, ele hoje se enxerga mais maduro para enfrentar tais momentos, inspirando-se em reflexões de astros como Keanu Reeves.
Mantendo mistério sobre os próximos passos profissionais, Cauã antecipa que está envolvido nas gravações de um longa-metragem e de um seriado, além de torcer por uma continuação de "Jogada de risco". Enquanto o futuro da teledramaturgia reserva novas surpresas, o artista comemora o sucesso de César, papel que assumiu na releitura de "Vale tudo".
“'Vale tudo' foi muito importante para mim. O César foi um personagem que me conectou muito com o público e me permitiu explorar esse lado do humor. Ainda me permitiu encontrar um irmão, que é o Ricardo Teodoro. Fazer uma novela das 21h é estar em contato com a maior parte do público brasileiro, você está falando com milhões e milhões de pessoas”, concluiu.