Tarcísio diz que faltou apoio do governo Lula a SP e reforça alinhamento para eleger Flávio

Durante o evento, Flávio retribuiu os elogios ao tratar Tarcísio como “amigo” e “irmão

22/07/2026 às 18h00
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Redes Sociais
Reprodução: Redes Sociais

Na última segunda-feira (20), o chefe do Executivo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotou a mesma cartilha que garantiu a recondução de Ricardo Nunes (MDB) à prefeitura da capital. Durante a convenção estadual da federação União Progressista, sediada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o mandatário estadual esteve lado a lado com Flávio Bolsonaro (PL) para destacar que a sintonia entre o Estado e a administração federal, caso o herdeiro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vença a corrida ao Planalto, será o grande motor do progresso paulista. Na ocasião, a federação oficializou o respaldo tanto à campanha de reeleição de Tarcísio quanto à postulação presidencial do aliado.

“Nossa vida aqui não foi fácil, faltou muito apoio do governo federal”, discursou Tarcísio. “Eu fico imaginando o que vai ser de São Paulo se a gente tiver o apoio de Brasília, se a gente puder ter acesso ao Palácio do Planalto com Flávio Bolsonaro na cadeira de presidente da República. A gente pode escrever uma história completamente diferente”, prosseguiu o governador.

Reiterando o orgulho de sua passagem como ministro na gestão passada, o governador avaliou que o projeto político sofreu um hiato temporário devido ao triunfo de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, mas que tal trajetória "será retomada" com a iminente vitória de Flávio neste ano. “Esse movimento [de Bolsonaro] está aqui, mais firme do que nunca. Esse movimento não se cala. Esse movimento vai transformar o Brasil”, declarou.

Apesar da forte retórica alinhada, interlocutores apontam que a atuação de Tarcísio na corrida presidencial terá limites estratégicos, diferenciando-se da entrega total vista na campanha municipal de Nunes em 2024. A avaliação de aliados é de que ele auxiliará o postulante do PL até o ponto em que isso não coloque em xeque a sua própria disputa pelo governo paulista.

Durante o evento, Flávio retribuiu os elogios ao tratar Tarcísio como “amigo” e “irmão”, além de relembrar com  imitação o momento em que seu pai recrutou o atual governador para a pasta da Infraestrutura. “As práticas que você e vários prefeitos, em especial o Ricardo [Nunes, prefeito de São Paulo], utilizaram para melhorar a vida do cidadão paulistano e paulista, nós vamos levar para todo o Brasil”, prometeu o candidato presidencial.

A presença de Ricardo Nunes na convenção simbolizou uma peça-chave para os planos de Flávio e Tarcísio: mitigar o desempenho expressivo que Lula e Fernando Haddad (PT) registraram na capital paulista no pleito de 2022.

A estratégia do "time" e críticas à esquerda

O coletivo deu o tom dos pronunciamentos, ressaltando a urgência de atuar em uníssono, englobando a chapa presidencial, postulantes ao Senado como Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), além de nomes para a Câmara, para conter a influência progressista no Estado. “Nós temos um time que está escalado para fazer a diferença. Nós temos muito o que mostrar, diferente do outro lado”, sublinhou o líder paulista.

Aproveitando o momento, Tarcísio direcionou críticas severas ao seu principal opositor, o ministro Fernando Haddad, ironizando que o petista acumulou o posto de pior prefeito da história da capital e de melhor ministro da Fazenda, porém "do Paraguai". Em sua argumentação, o governador sustentou que o modelo econôm conduzido pela pasta federal tem motivado a fuga de empresas do território brasileiro rumo ao país vizinho.

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