
O parlamentar e aspirante ao Palácio Iguaçu, Sergio Moro (PL), declarou na quarta-feira (22) que o colega de bancada Flávio Bolsonaro (PL) desponta, atualmente, como o único concorrente capaz de vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma hipotética disputa de segundo turno no pleito de 2026.
“O Flávio Bolsonaro, o pré-candidato presidencial do PL, é o único hoje que tem condições de derrotar o Lula num segundo turno pra gente evitar mais quatro trágicos anos desse tipo de administração ruinosa do Brasil por parte do PT”, pontuou o representante paranaense durante participação na atração Poder Expresso, do SBT News.
Indagado a respeito do vínculo entre Flávio e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, o ex-magistrado ressaltou a importância de "aguardar as apurações dos fatos" e vinculou o escândalo à gestão petista, asseverando que o "retorno do Lula representou a volta da roubalheira desenfreada".
O antigo titular da Operação Lava Jato descartou suspeitas de fraude no sistema de votação eletrônica, lembrando que conquistou sua cadeira no Senado em 2022 por meio do mesmo formato. Contudo, defendeu que a discussão sobre o aprimoramento das urnas eletrônicas jamais deve ser "interditada" ou "criminalizada" no âmbito democrático.
Sustentando que "o preço da liberdade é a eterna vigilância", o parlamentar argumenta que todas as instituições, inclusive o Poder Judiciário, precisam submeter-se ao crivo da sociedade. Ele destacou que a liberdade de expressão é a base para a democracia, apontando o contraditório como a ferramenta ideal para que “a verdade se sobressaia” sem recorrer à censura.
Seguindo à decisão recente do ministro Flávio Dino, do STF, que congelou R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, após relatórios da Polícia Federal apontarem suposta influência na destinação de verbas sem ocupar cargo eletivo, o senador negou a existência de ilegalidades. Moro afirmou não enxergar “indicativo de ilícito” no caso e expressou estranheza com a repercussão gerada sem a comprovação de desvios reais nas emendas.
Questionado sobre eventual incoerência em militar pelo combate à corrupção integrando uma legenda cujo dirigente máximo já foi sentenciado no escândalo do Mensalão, Moro argumentou que a "causa maior" do momento consiste em derrotar o projeto petista. “Isso é algo do passado. O nosso projeto é focado aqui no Paraná. O que nós garantimos aos paranaenses é que nosso compromisso acima de tudo aqui é com a seriedade, com a probidade e com a honestidade”, concluiu.