Zema afirma que urnas são confiáveis e sugere “recibo” impresso

O posicionamento de Zema veio à tona após a repercussão de uma declaração do também postulante à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), proferida na terça-feira (21)

23/07/2026 às 13h25
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Divulgação/TVCultura
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Em declarações concedidas à imprensa na quarta-feira (22), o pré-candidato ao Planalto Romeu Zema (Novo) classificou o sistema eletrônico de votação do país como seguro, embora tenha defendido a criação de um mecanismo de verificação em papel.

"Bom eu já fui interpelado diversas vezes sobre urna eletrônica. Tudo que puder ser feito para melhorar a confiabilidade é bom, principalmente comprovante escrito. Fui eleito e reeleito pela urna eletrônica e considero o sistema confiavel", declarou o ex-chefe do Executivo mineiro antes de discursar no evento Brasil de Ideias Mulher, promovido pelo Grupo Voto e pelo Clube da Lu.

O político sugeriu a introdução de um "recibo" para "confirmar o digital com o físico". O posicionamento de Zema veio à tona após a repercussão de uma declaração do também postulante à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), proferida na terça-feira (21), na qual o senador associou os equipamentos brasileiros a uma companhia da Venezuela investigada por supostas fraudes em pleitos passados. "Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana", afirmou o parlamentar.

Enquanto magistrados do TSE e do STF ponderaram a gravidade do discurso sem sinalizar penalidades imediatas, a defesa de Flávio publicou uma nota negando qualquer tentativa de desacreditar a lisura das urnas. Paralelamente, a coligação petista formalizou uma representação na Corte Eleitoral contra o senador, seu irmão Eduardo Bolsonaro e o deputado Gustavo Gayer (PL), acusando o grupo de disseminar "desinformações contra a integridade do sistema eletrônico de votação brasileiro e a credibilidade da Justiça Eleitoral".

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