
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) reprovou a conferência do PL que chancelou a postulação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O integrante do PT adjetivou o encontro como “vergonha alheia” e “completamente fracassada”. “Acabou a convenção nacional do PL. Gente, completamente fracassada. Flávio Bolsonaro isolado, não levou nenhum partido, não mostrou nenhuma aliança, não tem ainda candidato a vice-presidente da República. Único projeto é tirar o Jair Bolsonaro da cadeia”, disparou o congressista através de uma gravação veiculada no Instagram no sábado (25).
O ato que oficializou Flávio na disputa presidencial reuniu o cacique da legenda, Valdemar Costa Neto, o chefe do Executivo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), além de outros correligionários. O presidente argentino, Javier Milei, proferiu palavras no palco e disparou contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o magistrado Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pronunciamento do próprio candidato do PL também veio recheado de reprimendas à legenda petista e a Lula, além de prestar homenagens a seu genitor, o ex-mandatário Jair Bolsonaro, rotulado como “maior e mais injustiçado líder político brasileiro”.
Na ocasião do encontro partidário, a agremiação projetou um registro audiovisual de Bolsonaro produzido por meio de recursos de Inteligência Artificial. “Garanto, nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança e milhões de brasileiros que acreditam no nosso país. Por isso, peço que vocês recebam, de braços abertos, a pessoa que escolhi para me substituir. Sangue do meu sangue. Meu filho, Flávio”, expõe o material com a feição e a locução do antigo chefe de Estado.
A formalização do nome de Flávio se desenrola em meio a sequências de turbulências que desestabilizaram os preparativos eleitorais e à cobrança para a escolha do seu vice. O senador segue sem articular a adesão de legendas vistas como fundamentais, particularmente do espectro moderado, que vêm dando sinais de isenção na corrida pelo Planalto.