
Na última segunda-feira (3), a congressista Tereza Cristina (PP-MS) declarou que persistem margens para reviravoltas nas conversas voltadas a uma provável aliança vice-presidencial na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A parlamentar ponderou, contudo, que o panorama tornou-se consideravelmente mais árduo em virtude da deliberação do Progressistas por adotar uma postura neutra no pleito nacional.
“Tem ainda dois dias, mas eu acho que a chance hoje diminuiu bastante”, expressou a senadora durante encontro ocorrido na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Indagada sobre a viabilidade de uma guinada nas tratativas, ponderou: “Tem, até a hora final, tem espaço”.
A perspectiva externada pela legisladora fundamenta-se nos prazos do cronograma eleitoral. As agremiações e coligações dispõem de limite até esta quarta-feira (5) para promoverem seus encontros convencionais. Posteriormente, os partidos terão até o dia 15 de agosto para efetivar o registro oficial das candidaturas perante o Tribunal Superior Eleitoral.
A parlamentar esclareceu que o desfecho permanece sob a alçada da cúpula nacional progressista. Ela admitiu não estar a par dos bastidores das negociações correntes, embora acompanhe o posicionamento de seções estaduais entusiastas de uma união com os liberais. A senadora enfatizou que qualquer reviravolta exigirá tratativas encabeçadas pelo dirigente máximo da sigla, o senador Ciro Nogueira (PI). “Isso cabe ao presidente Ciro Nogueira sentar e resolver, e ver se ainda há tempo, inclusive tempo legal, porque nós temos uma legislação eleitoral”, pontuou.