Após dívida, clínica mira patrimônio de empresas de Chiquinho Scarpa na Justiça; entenda

No ano de 2025, Scarpa sofreu uma condenação ao pagamento de aproximadamente R$ 215 mil em favor da Clínica de Anestesiologia e Dor de São Paulo

14/08/2026 às 09h32
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
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Reprodução: Redes Sociais
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A coluna Fábia Oliveira apurou, de forma exclusiva, que o caso nos tribunais entre Chiquinho Scarpa e um clínica de anestesia teve um desdobramento inédito. Uma solicitação recente pode arrastar os negócios do empresário para o centro da cobrança.

No ano de 2025, Scarpa sofreu uma condenação ao pagamento de aproximadamente R$ 215 mil em favor da Clínica de Anestesiologia e Dor de São Paulo. O montante dizia respeito a dez intervenções cirúrgicas e sete meses de internação vivenciados pela celebridade, com cobrança ajuizada no ano de 2023.

Desde o julgamento favorável, o estabelecimento médico tenta reaver o dinheiro. A Justiça tentou o congelamento de fundos nas contas de Chiquinho, porém localizou somente R$ 33,98. Diante disso, chegou-se a ordenar a retenção de 20% das quantias repassadas ao famoso pelas companhias das quais participa.

Pedido de Desconsideração Jurídica

A coluna levantou que, em 8 de julho, a instituição médica formalizou um “Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica” no processo que move contra o socialite. O requerimento visa, essencialmente, autorizar a busca de bens em três companhias administradas por Scarpa para quitar o débito que, com juros e reajustes, atinge R$ 320 mil.

A credora sustentou a presença de indícios evidentes de mistura financeira entre as pessoas jurídica e física de Chiquinho. Para comprovar a tese, mencionou que a residência de alto padrão do empresário está registrada sob o CNPJ de um dos seus empreendimentos. O palacete, situado no prestigiado bairro Jardim América, em São Paulo, tem valor estimado em R$ 120 milhões.

Na peça jurídica, a prestadora de serviços médicos defendeu que Scarpa mobiliza seus negócios para blindar seus haveres. O texto enfatizou que seu ex-paciente ostenta uma rotina repleta de luxo, cenário desproporcional à escassez de ativos penhoráveis em seu CPF. Com esse desdobramento, o objetivo é atestar a mescla de bens e a utilização de barreiras corporativas para não quitar a “bolada” devida.

Se a solicitação for aceita pelos magistrados, as três organizações corporativas poderão ter seus ativos congelados e destinados à satisfação do crédito contra o socialite.

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