
Novos detalhes vieram à tona no âmbito da investigação policial que apura um alegado esquema de tráfico de influência atribuído a Fábio Luís Lula da Silva, popularmente conhecido como Lulinha, herdeiro do chefe do Executivo federal, Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme indícios vazados, o empresário Kalil Bittar teria idealizado uma conta falsa na internet com o objetivo de proferir ataques virtuais contra a esposa do presidente, Rosângela da Silva, a Janja. As informações são da Veja.
Kalil mantém sociedade empresarial com Lulinha e é irmão de Fernando Bittar, outro investigado no radar da Polícia Federal no mesmo procedimento instaurado contra o primogênito de Lula. O episódio envolvendo a criação do perfil falso veio ao conhecimento de Lulinha por meio de diálogos mantidos com a lobista Roberta Luchsinger, que também figura como investigada, conforme registros de mensagens extraídos pela Polícia Federal (PF) e veiculados pela revista Veja.
Nos trechos recuperados, Roberta relatou ao filho do presidente que Kalil estaria utilizando o vínculo de proximidade com ele para viabilizar acordos comerciais: “Kalil vendendo você (Fábio) e a grande influência dele p o presidente da Telebras. Quase fechando um negócio gigante”, registrou.
A interlocutora mencionou ter contatado um representante ligado à presidência da Telebras, cuja pasta atualmente é comandada pelo ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira, com o intuito de desmascarar as promessas do empresário: “Kalil fazendo aquele esqueminha lixo. Vendendo facilidades…. Telebras contrata ele, plataforma dele… Coisas que ele indicar. Mas ele (é) sacana falando q vcs são sócios e q ele cuida dos negócios”.
Diante da denúncia, Lulinha limitou-se a retrucar com a frase: “Típico dele”. Em seguida, Roberta prosseguiu com o relato:
"Eu disse que sou sua assessora e q isso eh mentira. Que ele (Kalil) nem ninguém fala por vc. Que a Janja inclusive odeia ele. E q se chegar no Palácio isso, ele será persona non grata. Contei da baixaria q ele criou perfil fake p falar mal da first [referência a primeira dama em inglês]", disse em conversas interceptadas pela PF e veiculadas pela Veja.