Abaixo assinado: queremos “Lady night” o ano todo

Em tempos tão pesados, Tatá Werneck é um acalento

12/09/2025 às 10h00 Atualizada em 12/09/2025 às 13h41
Por: Flávio Melo
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Foto: Reprodução / Instagram
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Tem gente que nasceu para entreter, para transformar uma conversa em espetáculo, para arrancar risadas até de quem não ria de mais nada. Tatá Werneck é dessas raridades. Ela não apenas conduz um programa: abre um palco de afeto, humor e inteligência. E o "Lady night" é prova disso — a nova temporada mostrou mais uma vez que Tatá sabe brincar.

Foram encontros que só cabem naquele sofá. Serginho Groisman, o mestre das madrugadas, se viu do outro lado das perguntas. Rodrigo Faro, sempre pronto para uma performance, ganhou espaço para mostrar mais do que bordões. Camila Pitanga e Christiane Torloni trouxeram a elegância de suas artes. Belo soltou rimas e improvisos afiados. Sandra Annenberg trocou a seriedade pela descontração. Adriane Galisteu e Cauã Reymond não interpretaram ao falar de suas dores. Everaldo Marques revelou-se especialista em bom humor. E que delícia foi ver Humberto Martins e Marcos Pasquim, tão associados a galãs, rirem de si mesmos sem nenhuma vaidade.

Mas não parou por aí. No último episódio, duas rainhas dos programas populares, Márcia Goldschmidt e Christina Rocha, relembraram histórias e protagonizaram uma reunião deliciosamente improvável: Gkay, Fiuk e Tatá no “Tatasos de família”. Um quadro que arrancou gargalhadas da plateia, assim como o “Hector Bolígrafo”, que continua sendo o xodó do público.

O "Lady night" não é apenas um programa de entrevistas. É um sopro de autenticidade em meio a uma televisão que insiste em parecer perfeita, quando a imperfeição encanta mais. É um espaço onde todas as classes cabem, pois Tatá fala a língua de todos. Dona de um talento inigualável, ela transforma atos simples em gestos inesquecíveis. Afinal, quem levaria em seu programa um motoboy para, diante de todos, agradecê-lo por devolver a carteira perdida de seu pai?

Por isso, a pergunta que não quer calar: por que limitar essa festa a temporadas? O "Lady night" deveria estar no ar o ano inteiro. Em tempos tão pesados, o Brasil precisa da mágica do riso frouxo que nasce de dentro para fora — e que merece ser compartilhada como quem abre a janela para deixar o sol entrar.

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Flávio Melo
Sobre o blog/coluna
Flávio Melo Jornalista - MTB 87099/SP

Formado pela Cásper Líbero, é crítico especializado em TV, cinema, streaming e música, além de cronista, criador de conteúdo, podcaster e pesquisador de teledramaturgia.
É um dos idealizadores, apresentadores e roteirista do "Pod tudo e + um pouco!", canal de entrevistas no YouTube com mais de 90 mil inscritos.

Sua coluna no Instagram (@colunaflaviomelo), dedicada à análise de produções audiovisuais, reúne mais de 80 mil seguidores.
Já participou, como convidado, do "Link podcast" (Record Digital), comentando reality shows, e do extinto "Tarde top" (Rede Brasil).

Atualmente, é colunista e redator do Portal e Canal Felipeh Campos e comentarista de cultura, entretenimento e celebridades nos programas "Papo em dia" (Rede Brasil) e "Altos papos" (Rádio Capital), apresentado por Nani Venâncio.

"Ao longo da minha trajetória como comunicador, realizei mais de 100 entrevistas com personalidades de diferentes áreas."
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