
Um homem virou notícia em Porto Alegre após acionar o aplicativo de relacionamento Tinder no Procon. Segundo o que diz no processo, ele teria assinado um pacote premium que impulsiona o perfil na plataforma, assim, consequentemente, fazendo com que ele fosse mais visualizado.
Contudo, após quatro anos de assinatura e nenhum relacionamento efetivado, sequer encontro marcado, o homem resolveu abrir uma ação contra o app.
É interessante ressaltar que o Tinder não oferece nenhuma garantia de encontro, mas, segundo especialistas, quando o app oferece uma assinatura que promete impulsionamento, faz com que o usuário crie uma maior expectativa de ‘match’ (quando os casais se formam), o que poderia configurar em propaganda enganosa. Nessa hipótese, o caso poderia resultar em dano moral, já que é vedada no artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor.
Os especialistas também reforçam que, antes de comprar um produto, pago ou gratuito, os clientes procurem entender os termos gerais, bem como a sua reputação em plataformas de reclamação para que, assim, se tenha uma maior segurança na hora do investimento.