Ex-ministro de Bolsonaro é apontado pela PF como 'pilar institucional' em fraude de R$15 milhões no INSS

Ahmed Mohamad Oliveira, que antes da conversão ao Islamismo se chamava José Carlos Oliveira, é acusado de receber vantagens indevidas

14/11/2025 às 11h17
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Ahmed Mohamad Oliveira - Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ahmed Mohamad Oliveira - Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-ministro do Trabalho e Previdência, Ahmed Mohamad Oliveira (anteriormente José Carlos Oliveira), atuou como “pilar institucional” em um esquema de descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

A conclusão está no relatório que levou o Ministro André Mendonça (STF) a autorizar a nova fase da Operação Sem Desconto nessa última quinta-feira (13). Oliveira foi alvo da ação e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

Pagamentos Ilegais e Propina

Durante o governo Bolsonaro, Oliveira ocupou os cargos de presidente do INSS, diretor de Benefícios e Ministro do Trabalho e Previdência.

  • R$ 100 Mil: Investigadores apreenderam uma planilha que sugere o recebimento de pelo menos R$ 100 mil em propina de empresas de fachada. Ele era citado pelos codinomes “São Paulo e Yasser”.

  • R$ 15,3 Milhões Liberados: A PF apontou que, em junho de 2021, como diretor de benefícios, Oliveira assinou a liberação de R$ 15,3 milhões para a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer) sem a devida comprovação de filiações.

  • Fraude Ampliada: Essa liberação incluiu cerca de 30 listas fraudulentas, permitindo descontos em 650 mil benefícios. A decisão de Mendonça aponta que a ação foi "em desacordo com o regulamento" e possibilitou que a Conafer "retomasse e ampliasse a fraude de descontos".

Suspeita de Continuidade no Ministério

Mensagens interceptadas indicam que o esquema criminoso “estava em pleno funcionamento também no período em que ele era ministro de Estado do Trabalho e Previdência Social do Brasil”.

Outro Lado

A Conafer emitiu uma nota afirmando que irá cooperar com as autoridades e defendeu a presunção de inocência dos investigados. A defesa do ex-ministro não foi localizada para comentar.

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